Analistas apontam o que lidera crescimento

O que de mais notável apresentou-se nos dados ontem divulgados para o PIB brasileiro foi que o crescimento, que passou de 4,4% no 1º trimestre de 2007 com relação ao mesmo trimestre de 2006 para 5,4% no 2º trimestre desse ano relativamente ao 2º trimestre de 2006, deveu-se exclusivamente a uma significativa aceleração empreendida pelo setor industrial em todos os seus segmentos, tal como estes são classificados pelas Contas Nacionais do IBGE.
Em termos agregados, a indústria passa de um crescimento de 3% no 1º trimestre (relativamente ao mesmo trimestre de 2006) para 6,8% no 2º trimestre, enquanto o setor de serviços ampliava sua expansão de 4,6% para 4,8% e a agropecuária apresentava recuo de variação, passando de 2,9% para apenas 0,2%.
A mesma conclusão emerge da abordagem da evolução de um trimestre com relação ao trimestre anterior, a partir dos dados ajustados sazonalmente.
Se o PIB global no 1º trimestre praticamente manteve o mesmo crescimento do trimestre anterior (+0,8% e +0,9%, respectivamente), isso se deveu à aceleração apresentada pela indústria. Esta teve aumento de 0,4% no 1º trimestre, passando para 1,3% no 2º trimestre.
O setor de serviços teve desaceleração significativa, reduzindo sua taxa de 1,7% para 0,7% no mesmo período; agropecuária, que tivera redução muito forte no 1º trimestre, -4%, apresentou variação de 0,6%.
Veio da indústria, portanto, o resultado melhor apurado no 2º trimestre de 2007. Isto permitiu que na primeira metade desse ano o crescimento econômico atingisse o patamar de 5%, numa indicação de que, mantidas as mesmas forças que prevaleceram na 1º metade do ano, a economia deverá superar significativamente a faixa de crescimento médio próxima a 3,3% dos dois últimos anos.
A aceleração do crescimento da indústria ocorreu nos segmentos de extrativa mineral que passou de uma variação de 4,1% no 1º trimestre com relação ao 1º trimestre de 2006, para 5,9% no 2º trimestre, e de produção e distribuição de eletricidade, gás e água, cuja taxa de variação passou de 3,9% para 6,1%, considerando as mesmas comparações.
Mas a inflexão do processo de expansão teve ainda maior intensidade na indústria de construção e na indústria de transformação, segmentos esses que até o 1º trimestre desse ano vinham apresentando variações apenas modestas de produto.

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