Anace defende construção imediata do Gasoduto Urucu-Porto Velho

O diretor-presidente da Anace (gência Nacional dos Consumidores de Energia), Paulo Mayon, defendeu a construção do Gasoduto Urucu-Porto Velho. Para ele, não restam dúvidas de que o duto seja necessário para atender a demanda energética para os próximos anos.

“É bom lembrar que a obra está contratada desde junho do ano passado. Trata-se de um investimento importante e que assegura o fluxo do gás sem interrupções e os custos que representam o transporte realizado em barcaças”, disse em entrevista.

Segundo Mayon, além dos projetos de infra-estrutura que aumentam a oferta, há o Plano de Antecipação da Produção de Gás.

“É uma boa alternativa para atender a demanda de energia e funciona muito bem atualmente”, disse, ao lembrar que a construção destas obras será fundamental para oferecer maior segurança no abastecimento.

“Uma forma eficaz e inteligente para evitar um possível racionamento nos próximos anos é estimular o consumo racional e responsável de água, gás e energia elétrica”. Essa afirmação de Mayon traduz com clareza o plano de comunicação da Anace com os consumidores.
“Todos os consumidores associados da Anace vêm desenvolvendo planos de eficiência energética de forma que possam ampliar suas atividades produtivas com necessidades de energia proporcionalmente melhores”, explicou Mayon .

Para Mayon, apenas a sociedade mais organizada vem participando desta discussão. “A prioridade é fazer um esforço maior de expressão destas discussões levando as federações de comércio, associações regionais e outras células que agreguem consumidores comerciais e residenciais”, explicou.

A sociedade civil rondoniense há meses debate sobre a necessidade de o Estado receber obras que melhorem sua infra-estrutura e economia. A iniciativa das manifestações populares começou com o movimento estudantil durante a comemoração da 8ª Festa dos Estudantes no mês de agosto, oportunidade em que foi lançado o movimento “Gasoduto já!”.

O evento foi organizado por entidades que representam os estudantes secundaristas.

A UEE (União Estadual dos Estudantes Universitários de Rondônia) e a Ueres (União Estadual Rondoniense dos Estudantes Secundaristas) foram os responsáveis pela mobilização da sociedade, o que incluiu empresários e políticos rondonienses dos níveis federal, estadual e municipal.

Para o presidente da Ueres, Israel Trindade, o apoio dos políticos dará força para que as reivindicações cheguem até o Congresso Nacional. “Juntos vamos conseguir ir mais longe nessa luta”, disse.

Entre os políticos a movimentação chegou até a Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia e, para o presidente deste Poder, Neodi Carlos, a Casa apoiará os estudantes. “É uma iniciativa importante e que merece atenção”, disse o parlamentar.

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