América Latina entra em fase de recuperação econômica

O ritmo da economia da América Latina, embora ainda fraco, já entrou em uma fase de recuperação, segundo pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas) elaborada em parceria com o instituto alemão Ifo e divulgada ontem.
O ICE (Índice de Clima Econômico) da região atingiu 4 pontos em julho, depois de apresentar 2,9 pontos em janeiro deste ano (menor nível da série iniciada em 1990) e 3,6 pontos em abril.
O ISA (Índice da Situação Atual), que havia piorado entre janeiro e abril, ficou estável, ao passar de 2,5 para 2,6 pontos entre abril e julho. O nível baixo do índice mostra que a situação atual ainda é bastante desfavorável, de acordo com a pesquisa. Já o IE (Índice de Expectativas) cresceu de 4,6 pontos para 5,4 pontos entre abril e julho.
“As perspectivas para os próximos seis meses já podem ser consideradas como boas”, diz a pesquisa. “A combinação de um ISA na zona de avaliação ruim com o IE favorável leva a (esperar) que a região saia da fase recessiva e entre na zona de recuperação”.
Segundo o estudo, o resultado mostra que o ciclo na América Latina passa a coincidir com o mundial, que já estava na fase de recuperação, desde abril de 2009. “Assim como na América Latina, o ISA do mundo mantém-se desfavorável -em 2,3 pontos- e o IE é favorável -6,5pontos, em julho”.

Sinais diferentes

O índice do clima econômico aponta uma melhora na América Latina, mas a situação varia entre os países, segundo o estudo. Brasil, Chile e Colômbia se encontram na fase de recuperação -no caso do Brasil, se as expectativas se confirmarem, o país pode passar para a fase de expansão já na próxima sondagem.
Tanto o Brasil como o Chile e o México já estavam nessa mesma situação no mês de abril de 2009. O Peru registrou o maior IE, que passou de 3,8 para 7 pontos entre abril e julho.
Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela, por sua vez, estão na fase recessiva. O ISA melhorou em quatro destes países e piorou no Paraguai (3,2 para 1,6 pontos) e no Uruguai (5,6 para 4,6 pontos). O IE melhorou em todos os países, com exceção do Paraguai. No Uruguai, apesar da deterioração da situação atual, as expectativas apontam uma tendência de melhora. O IE do país ainda é inferior a 5, mas aumentou de 1 para 4,6 pontos.

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