Amazonino anuncia investimento

O prefeito Amazonino Mendes (PDT) oficializou na tarde de quinta-feira (17) o rompimento do contrato firmado entre o município e a empresa Águas do Amazonas, firmado em 2007. Além de confirmar a retirada da atual concessionária, o chefe do Executivo Municipal anunciou também o nome da nova empresa que ficará responsável pela distribuição e abastecimento de água na cidade a partir de hoje: Manaus Ambiental S.A.
A nova empresa é composta pela sociedade entre a empresa Águas do Brasil (holding que detém 50,25% das ações e inclui as empresas Developer S.A, Queiroz Galvão, entre outras) e o Grupo Solvi (administrador da atual Águas do Amazonas, responsável por 49,75% das ações). O consórcio selecionado se comprometeu em cumprir uma série de metas e obrigações, definidas pela prefeitura em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que incluem investimentos superiores a R$ 3 bilhões, como construção de 21 poços, implantação da tarifa social, e o restabelecimento do cumprimento integral das metas e investimentos do contrato de concessão original, celebrado no ano 2000 pelo próprio Amazonino, na época governador do Estado. Na opinião do prefeito, mesmo com a presença da Águas do Amazonas no grupo, a nova empresa formada vai resolver de vez o problema de abastecimento de água na cidade de Manaus, já que é a Águas do Brasil quem detém o controle acionário e a gestão da Manaus Ambiental.
O prefeito explicou que a celebração do novo contrato se deu por meio de uma anuência, ou seja, a concordância legal entre as três partes envolvidas (Prefeitura, Águas do Amazonas e Águas do Brasil), o que acabou eliminando a necessidade de uma nova licitação ou mesmo do pagamento de indenizações. Outra opção era declarar caducidade do contrato, o que, ainda segundo Amazonino Mendes, poderia causar um imbróglio judicial que poderia inviabilizar uma nova licitação, agravando ainda mais a já crítica situação da falta d’água em Manaus. Amazonino acredita que a empresa Águas do Amazonas concordou com a anuência pois esta alternativa seria mais vantajosa em relação ao caminho litigioso.
“Ou tinha o acordo, ou tinha a briga. Os dois caminhos são caminhos técnicos, legais, normais e éticos. Mas optamos pelo caminho mais rápido. Tenho certeza que a anuência foi a coisa mais certa que poderia ser feita”, declarou Amazonino. O contrato entre a prefeitura e a Manaus Ambiental foi assinado ainda na tarde de quinta-feira.

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