Amazônia, paraíso da biodiversidade

Redigido por: José Fernando Pereira da Silva – Assessor Econômico Fecomércio AM

O ministro da economia, Paulo Guedes, foi enfático: “Queremos transformar a Amazônia em um paraíso da biodiversidade. Queremos transformar Manaus na capital mundial da bioeconomia e da economia sustentável. Vamos desenhar políticas econômicas que preservem a região amazônica”.

Essa declaração teve ampla repercussão na mídia nacional e internacional, recebendo apoio nos meios empresariais e acadêmicos da nossa região, particularmente, do nosso estado.

A ocupação econômica da região em bases racionais, sempre foi o anseio de mais de vinte milhões de habitantes deste vasto território, única forma de erradicar o isolamento e a pobreza desta população.

Não restam dúvidas de que o pronunciamento do ministro soou como as diretrizes a serem adotadas pelo Conselho da Amazônia, atrelado ao programa do governo federal com forte impacto em nossa região. Trata-se da exploração sustentável de nossas florestas, onde o Amazonas, com certeza, será seu maior beneficiário. Não sei por que, mas achei muito estranho, aliás, o referido programa quase não conta com a participação dos governos locais, empresários e a academia, que com certeza traria grandes contribuições para o êxito da iniciativa, uma vez que a representação regional na composição do Conselho enriqueceria a referida instituição.

Acreditamos que de acordo com sua modelagem, o programa, extremamente operacional, tem recebido apoio de todas as correntes, com depoimentos favoráveis, inclusive de ambientalistas, ferrenhos defensores dos ecossistemas da região.

A questão do modelo de desenvolvimento sustentável na Amazônia, ao longo do tempo, transformou-se em uma complexa questão, exigindo ampla discussão, haja vista inúmeras contradições encontradas no texto de nossa própria Constituição, quando afirma: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

Essas questões se antepõem ao fomento de vários polos de desenvolvimento, tais como polo madeireiro, polo de recursos minerais, polo de biotecnologia, polo de fármacos, fitoterápicos, enfim a implementação da Bioeconomia como projeto alternativo para o modelo Zona Franca de Manaus, no qual questões topológicas, entre alguns dos diversos artigos constitucionais, que tratam dos aspectos pertinentes ao meio ambiente, são bastante curiosos e merecem e desde há muito mereciam profunda investigação, mormente, quando se discute com muita emoção, uma nova concepção pra uma POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO NA AMAZÔNIA, preliminarmente sem relevar a

riqueza da nossa floresta e de seus recursos turísticos.

Talvez, ainda no presente momento, não tenhamos uma perspectiva histórica para melhor avaliar a magnitude desse programa, o que não nos impede de fazermos aqui algumas projeções.

Um de seus itens que merece destaque, é a transformação no tradicional sistema de exploração mineral, manejo florestal e ordenação de nosso espaço geográfico gerando a criação de riquezas, até então de difícil aplicação e muito contestada pelos ambientalista.

O fato é que nos países do Primeiro Mundo, de há muito tempo, existe um forte movimento de contestação às bases de nossa organização social, de forma bastante organizada e atuante, na forma de agentes políticos denominados Organizações não Governamentais – ONGs.

Na exterior, as ONGs tem combatido muito a ocupação econômica da Amazônia, principalmente com exploração dos recursos minerais sob a alegação de que onde elas atuaram, deixaram como herança “Um rastro de destruição”.

Entrementes, para nós que aqui vivemos e dedicamos todo amor a nossa terra, a questão que se colocava, contudo, é a de saber em que medida seria possível conciliar-se o desenvolvimento econômico com a proteção do meio ambiente, e mais, até que ponto prevaleceria o interesse da proteção ambiental ou o interesse do desenvolvimento econômico?

À luz de todas essas questões, o programa do governo federal de Exploração Sustentável de nossos recursos naturais, com certeza sinaliza  novo alento a legiões de brasileiros que anseiam por mudanças em suas condições de vidas, libertadas do pauperismo e do isolamento.

Finalmente, esse programa, harmonizará uma alternativa econômica para a região com a efetiva proteção do meio ambiente, o que implicará no banimento de antigas e condenáveis práticas de acumulação de capital.

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