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Tenho, por hábito, escrever algumas linhas baseadas em artigos e crônicas produzidas por articulistas do nosso centenário Jornal do Commercio. Um costume que utilizo já há algum tempo. Também, ao longo dos anos, procurei ouvir a voz popular crendo que essa opinião merece atenção especial. É um termômetro que avalia a temperatura de tudo que se passa em torno de nós. Não me preocupo tanto com os dados estatísticos. Mas o som da voz que vem da opinião pública, deve ser sempre levado a sério. Deveria ser o nosso Norte, radar, bússola, GPS, satélite, pois nos faz enxergar os erros e acertos e ajustar os caminhos a seguir, tanto pela iniciativa privada, mas principalmente pelos governos.

No último dia, 11 de março 2021, ao ler o artigo do responsável pela coluna “Follow up”, de autoria de Alfredo Lopes, com o título “…e se a Amazônia se tornasse independente…”, tomei um susto.!  

Se isso acontecesse tornaríamos uma potência econômica, talvez a maior do mundo. O despertar do articulista Alfredo Lopes tem que ser lido e relido por toda a sociedade para sentirmos o sabor de uma independência. Desnecessário dizer que concordo com todos os argumentos apresentados pelo articulista. O mundo inteiro sabe que Amazônia é riquíssima, mas observo que, internamente, desconhecemos, ou ignoramos esta realidade. Por que? Qual será a razão?

Tempos atrás, o ex-comandante do Comando Militar da Amazônia, General Eduardo Villas Boas, já dizia que nossos habitantes são vistos como cidadãos de segunda classe. Isto é preconceito, discriminação, imoral e inconstitucional. 

Deixar de olhar para a Amazônia, não zelar pelas suas riquezas, é muita falta de amor pela natureza e ausência de sentimentos.

Deixar de olhar para a Amazônia, e para o povo que preservou a floresta, é falta de sensibilidade.  Onde está o patriotismo? Por onde anda o amor pelo nosso país. Será que esqueceram de que o Amazonas e Amazônia fazem parte do mapa do Brasil? Orgulho-me de ser amazônida. Tenho prazer em dizer que sou, de corpo e alma, amazonense. Mais do que tudo isto, sou autêntico brasileiro. Estou cansado de assistir tantas investidas contra a Zona Franca. Não sei a razão.! Uma briga de brasileiros contra brasileiros. Deixaram de ser irmãos? Para que se digladiarem? Tudo é Brasil. Nosso país é muito grande, tem lugar para todos. Temos tantas coisas a fazer, e nada se faz. Deixem o Amazonas e a Amazônia em paz, para caminhar em outras direções e encontrar novas alternativas. Parem de colocar travas que atingem os verdadeiros defensores da floresta que estão vivendo em condições precárias. Aqui, no Amazonas, não temos tido sossego. A equipe econômica não nos dá trégua. Se a Amazônia tornasse independente a primeira providência seria esvaziar os poderes da equipe econômica. Só assim voltaríamos a respirar. É inacreditável ter um estado com a floresta robusta, rios caudalosos, rios subterrâneos, rios voadores, calor tolerante, umidade suportável, e ficar na dependência de meia dúzia de canetas dos tecnocratas do ministério da economia. É muita incoerência. Não se pode mais aceitar ataques contra nossa Amazônia, contra o Amazonas, contra a nossa Zona Franca de Manaus. Vamos lutar empunhando nossos fuzis para darmos o brado da liberdade de nossa região. Diz o articulista: o Brasil poderia vir passear na floresta, conhecer suas entranhas e façanhas para valer.

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