No início do governo Lula, espetáculos espalhafatosos sobre preservação da Amazônia foram protagonizados pelo presidente, sua melancólica ministra do meio ambiente e prosélitos locais. Os incautos eleitores de Lula exultavam com as indicadas “medidas estruturantes” alardeadas por Marina e afirmavam que a Amazônia enfim, estava livre da ignomínia praticada pelos antecessores.
Eu conheço a trajetória de Lula desde 1968 quando era presidente de Centro Acadêmico de minha faculdade em São Paulo e entrei na onda da aliança operário-estudantil para derrubar a ditadura. Esses 40 anos de observação me permitem dizer que a baixa escolaridade de Lula o torna intelectualmente frágil e ideologicamente inseguro e que sua ministra do meio ambiente não consegue ultrapassar os limites singelos do discurso: “sou mulher, pobre, acreana e afro-descendente”, argumentos que só sensibilizam os onguistas internacionais ávidos por premiar e receber benesses.

O começo do engodo
No inicio do primeiro mandato de Lula escrevi aqui, nesta coluna, que as “medidas estruturantes” da melancólica Marina Silva não tinham sentido prático e que seu ambientalismo só consegue triunfar quando tem um cadáver sobre o qual se constroem fantasias ambientais, ineficientes e inoperantes.
Talvez o exemplo mais inócuo das tais “medidas estruturantes” tenha sido a assinatura das Portarias assinadas conjuntamente pelo Ibama e o órgão ambiental de Mato Grosso proibindo o fogo naquele Estado. O resultado dessa pantomima ministerial foi o aumento do número de focos de incêndio no território mato-grossense nos anos seguintes, e o recrudescimento do desflorestamento permitido (patrocinado?) pelo governador cujas firmas (segundo ele) tem muitos selos de qualidade o que me faz pensar, de novo, nas tais ONGs que distribuem prêmios para ganhar vantagens.

Punir o lado errado
A punição pela catástrofe florestal patrocinada pela coleção filatélica do governador Blairo Maggi, foi direcionada para o competente e sério Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), intimado a rever seus cálculos porque o presidente e sua ministra, no aconchego de seus gabinetes, concluíram que as imagens orbitais tinham sensibilidade menor que seus aguçados olhos vermelhos e sonolentos. Essa estratégia, aliás, já tinha sido aplicada contra o Ibge que agora tem que comunicar ao ministério do planejamento algumas de suas conclusões, antes de repassá-las para a sociedade.

Os novos sinais da incapacidade
A internet que não sofre censura financeira do setor público e privado vem divulgando os desatinos ambientais do governo Lula na Amazônia entre os quais o ­abandono das comunidades indígenas e seus conhe­cimentos tradicionais. O administrador regional da Funai na região de Tabatinga e o cacique Manoel Nery Tikuna da aldeia Umariaçu 2, contaram à Agência Brasil que a cocaína e o álcool estão presentes em quase todas as 230 comunidades indígenas (54.000 índios) daquela região, onde muitos jovens estão viciados no consumo dessas drogas.
Um outro sintoma da inoperância governamental é a falta de uma política florestal adequada. A lei de concessão florestal que foi aprovada no Congresso Nacional (sabe lá por quais mecanismos de pressão) acaba de ser contestada pela desembargadora federal –Selena Maria de Almeida– que determinou a suspensão da licitação de cessão da floresta no Jamari (RO), por contrariar preceitos constitucionais. Essa lei foi criticada por mim exatamente aqui neste espaço, seguindo o caminho de intelectuais como Thiago de Mello, pesquisadores que conhecem a Amazônia do porte científico de Niro Higuchi e alunos do Mestrado em Direito Ambiental da UEA, todos se manifestando contra a aprovação do projeto do executivo que foi aprovado com os votos de parlamentares amazonenses.
O terceiro e mais novo atentado fala de hidre­létricas no modelo “fio d’água” solução proposta por quem não conhece a variedade modal do sistema de pulso dos vários ciclos hidrológico

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