Amazonense espera melhores dias

Pesquisa mostra que 36,2% acreditam que a economia melhora em seis meses

Priscila Caldas
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Como todo bom brasileiro, o amazonense está confiante na recuperação dos indicadores econômicos do país a curto prazo. A Pesquisa de Intenção de Compra e Confiança do Consumidor, divulgada ontem pela Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas) por meio do IFPEAM (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) mostra que 36,2% dos 400 entrevistados acreditam que a economia do Amazonas sinalizará melhores resultados nos próximos seis meses. Porém, os economistas e empresários não externam o mesmo otimismo.
A pesquisa foi desenvolvida em bairros de todas as zonas da capital durante o mês de julho. Conforme o relatório, 36,2% dos entrevistados acreditam que nos próximos seis meses a economia do Amazonas apresentará melhores resultados frente aos obtidos atualmente. Por outro lado, 35,2% acreditam que o segmento deverá permanecer inalterado, enquanto 28,6% consideram que a situação econômica estará pior.
Segundo o assessor econômico da Fecomércio, José Fernando Pereira, o otimismo externado pelos entrevistados não descarta a preocupação com o aumento dos juros e da inflação. Ele lembra que o percentual de otimismo registrado na pesquisa foi inferior aos resultados anteriores. “Consideremos que o público não está pessimista. Porém, preocupado com a inflação. As pessoas têm certeza que nos próximos meses os produtos estarão mais caros”, disse.
Para o economista Francisco Mourão Júnior, é natural que o povo amazonense espere melhorias no cenário econômico nacional. Porém, ele explica que os problemas econômicos não se resolvem com tanta facilidade em decorrência da instabilidade política. Com base nas previsões econômicas nacionais, Júnior ainda disse que até o final deste ano o PIB (Produto Interno Bruto) deve fechar em índices negativos, o que deve levar o país a uma oficial recessão econômica. “A situação é ruim. A instabilidade política reflete na área econômica com juros altos e um certo recuo do consumidor. Esse fator está interferindo na produção do PIM (Polo Industrial de Manaus)”, analisou. “Conforme as previsões, o PIB deve fechar no negativo. Estamos caminhando para uma recessão”, completou.
De acordo com o consultor e economista, Hélio Pereira, na tentativa de amenizar a situação e manter os empregos, as empresas buscam transmitir aos empregados uma imagem otimista quanto ao cenário econômico e também a conscientização da importância da contenção dos custos. “Os empresários torcem pelo fim da crise econômica e pelo fim do embate político. Não podemos dispensar os funcionários com facilidade porque os custos são altos e após esse período teremos que recontratar novamente. Precisamos ser otimistas, mas também reduzir todas as despesas possíveis neste período”, comentou.
Dentre os resultados relacionados ao índice de confiança do consumidor, o levantamento mostra que 32,5% dos entrevistados consideram a atual situação econômica melhor em relação ao cenário vivenciado no mesmo período de 2014. Enquanto 37,2% do público avalia que a situação permanece inalterada.
Quanto a expectativa do consumidor em relação à situação financeira da família para o próximo mês, a pesquisa mostra que 58% acredita em melhores resultados. Enquanto 33,3% não acreditam na possibilidade de mudanças e 8,7% acham que a situação deverá piorar.

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