‘Amazone-se’ reúne projetos para impulsionar o turismo

Pesquisa realizada pela Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) mostrou que as empresas que vendem viagens registraram queda de 75% a 90% do faturamento durante o mês de maio, no comparativo com o mesmo período no ano passado. O prejuízo chega a R$ 1,08 bilhão. Agora, com a pandemia provocada pelo novo coronavírus indo embora, o setor turístico, um dos mais afetados pela situação, pois foi dos primeiros a paralisar suas atividades, e será um dos últimos a voltar à normalidade, corre atrás de prejuízo tentando reverter, ou ao menos melhorar, a situação ainda este ano.

Em Manaus, a Amazonastur promove o ‘Amazone-se’, Plano de Retomada da Atividade Turística que reúne projetos e programas, visando impulsionar o retorno e o crescimento do segmento.

“Além da promoção turística por meio de campanhas, o ‘Amazone-se’ prevê o ordenamento do setor, suporte ao empresariado e obras de infraestrutura turística como a inauguração da 2ª Etapa do Centro de Convenções Vasco Vasques, reformas dos CATs (Centros de Atendimento ao Turista), do terminal de passageiros do aeroporto de Barcelos, instalação de infraestrutura turística em comunidades indígenas no entorno de Manaus e melhorias na infraestrutura na Serra da Valéria, em Parintins”, detalhou Cléia Viana, diretora de Negócios e Eventos da Amazonastur.

Os operadores são as agências de viagens e turismo que, juntamente com hotéis e pousadas, organizadores de eventos, transportadoras turísticas, casas de espetáculo, centros de convenções, guias e outros, são classificados como prestadores de turismo.

“Dados do Cadastur, sistema do Ministério do Turismo de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor, executado pela Amazonastur, demais estados e Distrito Federal, apontam que há 1.572 prestadores regularizados do Amazonas. O dado é de 31 de agosto deste ano, mas existem muitos informais, que precisam se regularizar”, informou a diretora.

Ganhando visibilidade

Através de chamamentos, a Amazonastur continua buscando regularizar esses profissionais. Os interessados em sair da informalidade podem ligar para o 2101-8180, ou passar um e-mail para: [email protected] solicitando informações.

“Estamos atuando no ordenamento do setor, sensibilizando e dando o suporte necessário aos operadores para que se regularizem”, avisou Roselene Medeiros, presidente da Amazonastur.

“Só no mês de agosto foram realizados 101 atendimentos, incluindo presenciais, que fizeram o agendamento por meio desses dois canais”, disse Giovanna Tapajós Maués, do Departamento de Regularização e Sensibilização da Amazonastur.

“Estar registrado no Casdastur é cumprir com a legislação federal, ou seja, atuar na legalidade. Quem atua na informalidade não pode participar de programas e projetos, ter acesso a linhas de financiamentos, eventos, feiras e ações dos governos federal e estadual, sem falar que não tem visibilidade a nível nacional e internacional. O Cadastur garante ao turista um passeio seguro. O sistema também é consultado por visitantes quando interessados em contratar serviços do segmento”, completou Giovanna.    

Manaus, a porta de entrada 

Manaus continua sendo a porta de entrada de turistas no Amazonas. É o destino final de 98% dos turistas que visitam o Amazonas. Outros municípios de destaque são Presidente Figueiredo (visitada por 29% dos turistas), Rio Preto da Eva (22%), Iranduba (18%), Careiro (13%) e Barcelos (8%)”, listou Cléia. 

“Em Manaus, os atrativos mais visitados são Teatro Amazonas, bem como as demais edificações no entorno do Largo de São Sebastião, o Mercado Adolpho Lisboa e o Museu da Cidade de Manaus, incluindo o Paço da Liberdade. Outro reforço, que virá em breve, e por ora está em processo de concessão, serão os dois Amazon Bus, que irão realizar passeios turísticos pela cidade”, revelou.

“Apesar da redução dos efeitos da pandemia aqui no Estado, o Amazonas, e os demais estados brasileiros, assim como todos os países, seguem em alerta em relação às medidas para evitar a transmissão do novo coronavírus. Entre as orientações, deve-se suspender ou impor restrições às atividades que resultem em aglomerações. Hoje, o decreto do governo estadual em vigor autoriza a capacidade de ocupação máxima de 50% em reuniões de até 500 pessoas. Os eventos que trariam turistas ao Amazonas foram cancelados. Vamos ter que aguardar, com muita paciência”, concluiu Roselene Medeiros.

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