Amazonas vai receber R$ 14,9 milhões

Projetos de agroecologia do Estado do Amazonas, entre eles o de incentivo da agricultura indígena, o de revitalização do sistema de produção da borracha e o de beneficiamento da castanha, receberão recursos não reembolsáveis de R$ 14,9 milhões oriundos do Fundo Amazônia. O fundo é gerido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico).
O contrato foi firmado hoje (12), no Rio de Janeiro, pelo diretor da área de Meio Ambiente do BNDES, Guilherme Lacerda, e pelo titular da Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural do Amazonas), Eron Bezerra. Ele informou que o financiamento permitirá o desenvolvimento de uma política de agroecologia no Estado.
Segundo Bezerra, essa política se baseia em três linhas essenciais. Uma delas é a agricultura indígena, “que é uma experiência inédita no Brasil”. As outras linhas abrangem a revitalização do sistema de produção da borracha, ou a retomada da exploração de seringais nativos, e o beneficiamento da castanha, “para agregar valor e verticalizar a produção”.
O secretário ressaltou que serão atendidos pelos projetos 41 municípios. “É quase o Estado inteiro, que tem 62 municípios”, disse. De acordo com o BNDES, a operação contempla área de 1.165.259 quilômetros quadrados, ou o equivalente a 75% do Estado.
Os projetos, segundo ele, terão atuação simultânea e deverão começar a ser implantados já em janeiro de 2014. Bezerra declarou ainda que serão mobilizados 4 mil seringueiros. Na agricultura indígena, a ênfase será para a agroecologia. Serão contratados técnicos das próprias comunidades e construídas 25 casas de farinha semimecanizadas.
“São pequenas agroindústrias para beneficiamento da mandioca, que é uma cultura tradicional das populações indígenas. E vamos construir uma agroindústria de castanha no município de Tefé, a cidade de maior produção de castanha no Estado e que nunca teve uma fábrica de beneficiamento do produto”, ressaltou.
O BNDES informou, por meio da assessoria de imprensa, que o projeto contribuirá para a promoção de atividades produtivas sustentáveis como alternativa para a manutenção da “floresta em pé”, beneficiando o público-alvo prioritário do Fundo Amazônia, que são os povos indígenas e extrativistas. De acordo com o banco, a iniciativa atende às diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.

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