Amazonas – um desastre anunciado

Como não poderíamos deixar de tratar o caso da Saúde Pública no Amazonas!!! Contudo, como economista pesquisador do Clube de Economia da Amazônia (CEA), se trata a dimensão econômica que tem a Saúde no sistema capitalista é algo muito relevante, pois possui uma cadeia de produtos imensa e variada em capilaridade industrial e em importância econômica, assim como, uma cadeia de valor intangível que se reputa de uma forma imensurável na vida da pessoa em sociedade .

Sem embargo de outras conotações ou de interpretações lógicas ou no senso comum, o que acarreta um peso valioso, além do que, é no Brasil, quem comanda a Saúde é um poder de país democrático – o poder executivo -, o qual é gerido por um político, o que na verdade não dá nenhum valor a área econômica da Saúde, muito menos o valor intangível que ele possui para cada pessoa da sociedade.

Esse “gestor” a trata como mais um elemento de sua eleição, portanto, sem foco de uma primordial necessidade social intrínseca, que abrange o bem estar físico, mental e social da população, e que repercute no orçamento econômico financeiro do estado e da Nação. E, nunca esse segmento Saúde tinha sido contrastada de forma bem veemente, principalmente, como na época da elaboração da Constituição Federal (CF) de 1988. E, para você, O QUE É SAÚDE PÚBLICA??? O caos que se instalou na Saúde Pública brasileira vem bem antes dessa época e aprofundou-se gravemente, nesse início do século XXI.

Atualmente, vivemos uma fase incomum causada pela pandemia da COVID-19 e o caos se agravou consideravelmente, se assim se pode dizer desse descontrole total da SAÚDE NO ESTADO DO AMAZONAS.

Problemas no sistema de saúde pública do Amazonas não é somente desses tempos de pandemia, mas há bastante anos que a cada tempo mais e mais se deteriora, entra governo e sai governa e nada melhora.

Destarte, esse desmando total que se deteriorou, sobremaneira, a saúde pública neste incompetente Governo estadual, nos coloca, como pesquisador do CEA, a exercitar a análise do estado d’arte no sistema de Saúde Pública desde os idos do 2º governo de Gilberto Mestrinho nos anos de 1983, bem antes da CF-88, do século passado, passando por todos os outros governadores que o sucederam, na ordem e ano de mandado, a seguir: Amazonino Mendes (187–1990), Vivaldo Frota (1990-1991), Gilberto Mestrinho (1991-1995), Amazonino Mendes (1995-1999), Amazonino Mendes (1999-2003), Eduardo Braga (2003-2007), Eduardo Braga (2007-2010), Omar Aziz (2010-2011), Omar Aziz (2011-2014), José Melo (2014-2015), José Melo (2015-2017), Davd Almeida (2017-2017-Interino), Amazonino Mendes (2017-2019), e Wilson Lima (2019 – ), lógico que alguns deles construíram determinados edifícios hospitais que já eram acintosos essas ausências para o sistema, mesmo que nunca houvessem suprido as demandas da população amazonense, bem como, a falta crônica de materiais, de equipamento e até de medicamentos, culminando com a falta de recursos humanos qualificados para dentro do sistema no Amazonas.

Haja vista, os gestores políticos  tratarem a Saúde como mais um elemento do poder e das campanhas político-eleitoreiras, sem nenhum cunho no tratamento dela como um bem intangível para cada pessoa (eleitor) da sociedade.

Então, os fins (o poder) justificam os meios, ou seja, as mortes das pessoas por falta de um seguro e eficaz aparato do sistema de Saúde no Amazonas, (durante essa pandemia tivemos a comprovação disso, {ou seja tudo para se manter no poder, se assim não fosse, esse governador já teria renunciado}).

Visto assim, em nada traduziu a necessidade de mudanças na Gestão Pública no Amazonas durante todo esse tempo, desaguando nas mãos de um inexperiente e incompetente político. 

O Amazonas passa por um desastre anunciado depois de um longo período que a área política partidária no estado se viu dominada por uma camarilha de políticos que se reversaram na gestão pública onde se locupletaram em detrimento dos anseios da população que os elegeram.

Para os economistas pesquisadores do CEA, o que mais importante se fez nesse país dentro da CF-88, foi a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), criado pelos constituintes de 1988, para que o Brasil tivesse um único sistema de saúde pública para seus cidadãos!!! Esse SUS foi inspirado no National Health Service que tinha o Reino Unido então, para realizar os atendimentos primários (também fornecer vacinas, medicamentos gratuito para as pessoas com diversas comorbidades, como diabetes, pressão alta asma, HIV, Alzheimer, etc, financiar pesquisas epidemiológicas, fiscalizara qualidade de alimentos ofertados no mercado à população por via da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA) até os procedimentos mais complexos, bem oferecer atendimento emergencial para o cidadão, via o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Então, Saúde Pública é um DIREITO de todo cidadão Brasileiro e um DEVER do ESTADO!!! Com a criação do SUS toda a população brasileira passou a ter esse direito a Saúde universal e GRATUITA, financiada com recursos provenientes dos orçamentos da  BRASIL, dos  Estados, do  Distrito Federal e dos Município e, outros importantes Serviços que pouco ou quase nada Não se vê na realidade crua que vivemos.

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