Amazonas tem surto de dengue esclarece secretário de Saúde

O Estado está fazendo todos os esforços para evitar uma epidemia. E os resultados começaram a surgir a partir da operação “Impacto”, uma campanha deflagrada desde o dia 25 de fevereiro pela Fundação de Vigilância em Saúde

O Estado do Amazonas não enfrenta epidemia, mas um surto de dengue. O esclarecimento foi feito pelo secretário de estado da Saúde, Agnaldo Costa no plenário da ALE (Assembléia Legislativa do Estado), que também reuniu o diretor da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde), Evandro Melo; diretor técnico da FVS, Bernardino Albuquerque; e equipe da Fundação de Medicina Tropical, formada pelos médicos infectologistas Sinésio Tallari, Antônio Magela e Tancredo Soares.
A iniciativa, de autoria do deputado Nelson Azedo (PMDB), presidente da Comissão de Saúde da Assembléia, foi realizada para que autoridades da área de saúde tirassem dúvidas sobre as ações que vêm sendo travadas no estado em combate a dengue. O Estado, de acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é o segundo em incidência da doença.
Os deputados, como disse Nelson Azedo, queriam um posicionamento claro sobre a real situação dos índices da doença. Foi dele a pergunta diretamente ao secretário, se Manaus enfrentava um surto ou uma epidemia. De acordo com Agnaldo Costa, o Estado está fazendo todos os esforços para evitar uma epidemia. E, segundo ele, os resultados começaram a surgir a partir da operação “Impacto”, uma campanha deflagrada desde o dia 25 de fevereiro pela Fundação de Vigilância em Saúde, que comanda a operação.
“Os resultados são alvissareiros. Os casos de dengue clássica diminuem”, disse ele, afirmando que a ação do governo do Amazonas contra dengue foi elogiada recentemente no encontro de secretários, no Rio de Janeiro, do qual participou.

Depósitos a céu aberto

De acordo com Evandro Melo, em duas zonas da cidade – Norte e Leste – foram encontrados cinco mil depósitos abertos. Na primeira fase da operação, como disse, foram visitados 152.365 imóveis, sendo eliminados 221.038 depósitos e 107.741 tratados.
Evandro Melo disse aos parlamentares que o Amazonas é o quarto no número de casos da doença na região Norte, vindo atrás dos estados de Tocantins, Pará e Rondônia. Até o momento foram notificados no Amazonas 1.218 casos confirmados de dengue, incluindo 62 casos de dengue hemorrágica.
O diretor da FVS também respondeu algumas indagações dos parlamentares, que queriam saber dos criadouros e reprodução do mosquito transmissor. Segundo Evandro Melo, o ideal para a reprodução do mosquito é água limpa, parada, na sombra. Ele assegurou que até em água acumulada em uma pincha e folha a fêmea distribui seus ovos.
Devido à situação, de acordo com Melo, o assunto está sendo universalizado especialmente nas escolas. O secretário Agnaldo Costa sugeriu aos parlamentares projeto de lei que torne obrigatório a epidemiologia, como disciplina nas escolas, assim como também a educação sexual.
Os casos de dengue estão em queda em Manaus. De acordo com Agnaldo na semana em que foi iniciada a Operação haviam sido registrados 416 casos suspeitos da doença.

Estado atua firme no combate a dengue, diz Ricardo Nicolau

Na cessão de tempo para esclarecimentos sobre a real situação das doenças como dengue, malária e outras endemias que possam se alastrar no Estado do Amazonas, solicitada pelo deputado Nelson Azedo (PMDB), o deputado Ricardo Nicolau (PR), vice-líder do governo, afirmou que o Governo do Estado possui competência técnica por ter em seus quadros médicos com ampla experiência e de reconhecimento internacional no combate a essas endemias.
Ele afirmou que o Amazonas tem envidado esforços para atuar no combate à dengue. Mas, para combater essa doença não existe uma fórmula mágica, não há um remédio que se possa dar ou uma vacina que a elimine.
Para ele, há diversos fatores, como o climático, fatores que o poder público não tem como atuar efetivamente porque depende das famílias e de outras pessoas, uma tarefa difícil, que está sendo efetivada com competência mesmo com as dificuldades apresentadas.
Ricardo Nicolau reconhece que essa é uma tarefa difícil, por isso, deseja a todos os profissionais que estão empenhados no combate efe

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