Amazonas tem hoje 28% do mercado livreiro da região Norte

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De acordo com dados da ANL (Associação Nacional de Livrarias), o Amazonas possui um total de 37 livrarias, representando uma fatia de 28% do mercado livreiro nortista

De acordo com dados da ANL (Associação Nacional de Livrarias), o Amazonas possui um total de 37 livrarias, representando uma fatia de 28% do mercado livreiro nortista. Este número é ínfimo se compararmos com Estados de regiões mais desenvolvidas, como São Paulo, onde se pode encontrar aproximadamente 700 livrarias. Já um levantamento do Instituto Pró-Livro confirmou que o brasileiro lê pouco. São 77 milhões de não leitores, dos quais 21 milhões são analfabetos.
Por outro lado, os leitores, que somam 95 milhões, leem, em média, 1,3 livro por ano. Somando as obras didáticas e pedagógicas, este número sobe para 4,7, ainda assim considerado baixo. E o cenário que se encontra em Manaus, é de leitores totalmente influenciados pelas listas dos “mais vendidos” publicados nos semanários Veja e Época, como se pode notar em livrarias como Nobel, Concorde e Valer.
Na livraria Nobel do Millennium Shopping, uma das duas unidades da franquia em Manaus, a gerente Sônia Cohen disse perceber que a maioria dos leitores manauenses é impulsionada na hora da compra pelas listas de “Top 10 Livros”, e que estas acabam se tornando parâmetro quando a loja faz seus pedidos. Outros títulos que fazem bastante sucesso, no momento, são os relacionados ao tema vampiro, seguindo na fama dos filmes da franquia Crepúsculo. A Cabana (William P. Young), O Vendedor de Sonhos (Augusto Cury), Diários do Vampiro (L. J. Smith), Mentes Perigosas (Ana Beatriz Barbosa Silva) e todos da série Crepúsculo (Stephenie Meyer) foram campeões de vendas na Nobel em 2009, além dos livros do padre Fábio de Melo. Nesse começo de 2010, a gerente aposta nos livros O Símbolo Perdido (Dan Brown) e os 4 volumes de O Ladrão de Raios (Rick Riordan), todos com procura considerável até o momento.

Livrarias têm listas com bons livros

A Nobel possui também uma seção de literatura regional, a qual Sônia informou ser mais procurada por universitários e turistas. A gerente ressaltou que a loja sentiu um impacto com a chegada da rede Saraiva a Manaus nas vendas, mas que os números mostram uma recuperação. “Recebemos diariamente novos títulos, sempre com novidades, por isso nem consigo fazer um levantamento de quantos títulos possuímos, mas acredito que sejam mais de 10 mil”, completou.
Na Concorde, localizada no Amazonas Shopping, figuram os mesmos títulos e com a observação da gerente, Liliane Duarte, que o leitor amazonense procura seus livros de acordo com os mais vendidos no Brasil e até os mostrados em programas de TV. “Quando começaram a mostrar o Alemão (participante) do Big Brother lendo O Caçador de Pipas, no dia seguinte, muitas pessoas vieram procurar o títurlo. O mesmo aconteceu com o ‘Comer, Rezar e Amar’, que logo depois da Globo mostrar que estava sendo lido por alguns participantes do programa, as vendas dele começaram a subir”, exemplificou Liliane. “A Menina que roubava livros” (Markus Zusak) foi um dos destaques de vendas, com cerca de 60 exemplares comercializados diariamente. Já o título “Crepúsculo”, impulsionado pelo lançamento do filme, chegou a vender 70 exemplares somente em uma manhã. Os didáticos também não ficam atrás, representando 45% das vendas totais da loja.
Na livraria Valer, localizada no Centro da cidade, a lista dos dez mais vendidos também parece ter sido reproduzida das revistas nacionais. A Cabana, Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Leite Derramado (Chico Buarque) são, nesta ordem, os livros de ficção mais vendidos. Enquanto, “Comer Rezar e Amar”, Mentes Perigosas, O Clube do Filme, Marley e Eu e Uma Breve História do Mundo são os de não-ficção mais procurados. Apesar de possuir um vasto catálogo de títulos regionais, nenhum livro de autor local aparece na lista dos mais vendidos. A reportagem do Jornal do Commercio entrou em contato com a rede de Lojas Bemol, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. A assessoria de comunicação regional da Saraiva Megastore (a maior da cidade) foi consultada, mas informou que o grupo Saraiva, por uma política interna, não informa resultados regionais, somente gerais.

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