16 de abril de 2021

Amazonas tem alternativa para preservar florestas da região

A remuneração dos serviços ambientais pode ser a chave para a preservação das florestas. Essa foi a avaliação feita na última segunda-feira, 20, pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga

A remuneração dos serviços ambientais pode ser a chave para a preservação das florestas. Essa foi a avaliação feita na última segunda-feira, 20, pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga, que debateu com empresários e lideranças políticas questões voltadas à “Sustentabilidade Ambiental”, tema do 8º Fórum Empresarial/2º Fórum de Governadores, encontro promovido pelo Grupo de Lide (Líderes Empresariais) em Comandatuba, no Estado da Bahia.
Para Eduardo Braga, a floresta amazônica não é um problema, e sim a solução. Com um investimento anual de US$ 1.1 bilhão, disse, é possível preservar os recursos naturais só com monitoramento e policiamento da região. Se considerar os investimentos sociais, que permitam à população agregar boas práticas de uso e manejo da floresta, além de criação de alternativas de geração de renda, esse valor pode chegar ao montante de US$ 5.7 bilhões.
O governador descreveu ainda ser falsa a afirmação de que a floresta amazônica seja neutra, ou seja, que consuma tudo o que produz. E criticou o fato de as florestas ficarem de fora do Protocolo de Kyoto no que se refere à remuneração por serviços se sequestro de gás carbônico.
Eduardo Braga defendeu a conscientização das comunidades locais como forma de proteger as florestas, através da remuneração pelos serviços ambientais. “Eles precisam entender que a floresta tem muito mais valor em pé do que desmatada. Se alguém tentar, por exemplo, derrubar uma andiroba, certamente encontrará resistência por parte dessas comunidades. Muitas delas, através do nosso programa de Bolsa-Floresta, já perceberam que podem ganhar muito mais com os frutos da andiroba do que com sua madeira cortada”, explicou o governador. “A pobreza e a falta de oportunidades infelizmente contribuem com o desmatamento.”
De acordo com o governador, 98% da cobertura vegetal do Amazonas está preservada, e as áreas protegidas hoje estão em torno de 52%.

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