10 de abril de 2021
O mercado de veículos do Amazonas, que fechou o mês anterior em queda, conseguiu se recuperar em julho

O mercado de veículos do Amazonas, que fechou o mês anterior em queda, conseguiu se recuperar em julho. Foram 6.045 unidades emplacadas, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos, representando crescimento de 6,52% frente aos 5.675 veículos comercializados em junho, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores). Foi o melhor resultado do ano.
Na comparação com igual período de 2010, a alta foi de 18,18% e o acumulado já registra 36.156 veículos, número 8,77% maior que o apurado no mesmo período do ano anterior (33.240).
Mesmo representando 73,21% das vendas do Estado, as concessionárias de Manaus não conseguiram acompanhar o ritmo. Embora tenha crescido 4,02% em relação a julho do ano passado e o acumulado do ano represente um crescimento de 1,45% em cima do mesmo período de 2010, o percentual foi negativo (-4,74%) quando comparado a maio de 2011.
O resultado preocupa as concessionárias da capital amazonense. Para o gerente de vendas de veículos novos da Garcia veículos, Marcos Vasconcelos, além da desvalorização crescente do mercado de usados, o principal fator para a diminuição das vendas na cidade seriam as rígidas exigências dos bancos para financiamento de veículos, intensificadas em julho. “A aprovação de cadastro está cada vez mais difícil e o grande número de pessoas com o nome no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) atrapalham o desempenho. Além disso, as altas taxas de juros têm assustado os clientes da decisão de adquirir um carro”, explicou.

Preços mais baixos

Segundo Vasconcelos, o estoque das fábricas que é vendido para as concessionárias está causando inchaço de veículos no pátio. “Estamos baixando os preços gradativamente. O consumidor já compra carros mais baratos do que em janeiro, mas ainda está com o pé atrás”, contou o gerente que estimou uma queda de até 40% no emplacamento de veículos em relação a julho do ano passado.
De acordo com o gerente geral da Solimões Veículos, Paulo Cunha, outra razão da desaceleração do segmento é o prolongamento do período de férias. “O que segurou nosso faturamento foi a venda para pessoas jurídicas, porque para o público em geral foi muito pouco. Esse mês conseguimos emplacar apenas 118 carros novos. Nossa meta era 195 veículos”, lamentou.
Já o gerente de vendas da Braga Veículos, Oniaz Mota, apesar de registrar leve queda nas vendas do mês, mantém uma boa perspectiva para agosto. “Já entramos em agosto com taxa zero e parcelamento em 24 vezes. Essas ações de marketing precisam ser utilizadas para esquentar o mercado. Desaqueceu sim, mas estamos otimistas”, encerrou.

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