Amazonas & o turismo – Parte II

Como o Amazonas é privilegiado com determinados locus naturais (ornatos e equipamentos naturais potenciais) que podem ser aproveitados pela indústria do TURISMO, na forma da racionalidade econômica e da sustentabilidade, aqui se tem, talvez, o maior potencial para o Desenvolvimento Econômico Regional do estadual. O Amazonas precisa se estabelecer no âmago dessa Indústria com suas inúmeras belezas naturais, por um Plano Estratégico de TURISMO, uma política pública específica. Nesse novo cenário pós pandemia, se precisa ter uma visão otimista de um futuro de exploração sustentável para as atividades de exploração desses recursos naturais, frágeis, depredáveis, que devem ser protegidos para que sejam melhores aproveitados economicamente pelas comunidades locais, em conjunto com esses interesses, o TURISMO deve ter outra forma de pensar, principalmente, como vetor do Desenvolvimento Econômico de uma região, do estado, ou em uma escala menor, do município.

De acordo com o conceito contido no Relatório Brundtland, segundo a COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, “O desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades. Ele contém dois conceitos-chave: O conceito de necessidades essenciais dos pobres do mundo, que devem receber a máxima prioridade; e a noção das limitações que o estágio da tecnologia e da organização social impõe ao meio ambiente, impedindo-o de atender as necessidades presentes e futuras”. Com essas concepções, os economistas pesquisadores do Clube de Economia da Amazônia (CEA), recomendam que as políticas públicas voltadas à Indústria do TURISMO tenha o perfil voltado a do Turismo de mercado, como forma ampla da atividade turística, é vista ao mesmo tempo como produto de uma concepção que visa o crescimento econômico dos subsetores dessa atividade, e que traz outras condições para a reformulação de novas ideias que estão associadas as novas exigências do mercado pós pandemia, principalmente de mais respeito ao meio ambiente e a natureza.

Em 2020, a Indústria do TURISMO pontuou no PIB – Produto Interno Bruto brasileiro, com 8% de representação. Assim, é uma atividade setorial muito forte. E, para estimular ainda mais o TURISMO nacional, o governo federal lançou a campanha “Viaje com Responsabilidade e Redescubra o Brasil’.

De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav),  Magda Nassar, “o turismo interno começa a se aquecer com as viagens de final de ano e as férias de verão, apesar da expectativa com uma temporada de verão mais movimentada no turismo interno, ainda estamos convivendo com a pandemia e, é importante que todos viajem com segurança, mas a Indústria do Turismo está bastante preparada para isso, com diversas medidas. Nossa preocupação é tão grande que nós criamos o Guia do Viajante Responsável. É importante que todo mundo siga as recomendações para se sentir realmente seguro.” Na concepção do pessoal do CEA, as atividades da Indústria do TURISMO, ganharam maior importância na estruturação de Políticas Públicas concebidas por governos interessados em desenvolver mais uma oportunidade econômica setorial que objetivasse o Desenvolvimento Econômico Regional e envolvesse os atores da comunidade local.

Nesses anos 2000, a Amazônia em geral, vem se destacando como um dos novos locus para incremento da Indústria do TURISMO no Brasil, também, mais conhecida internacionalmente, por motivos de maior divulgação e informações de suas qualidades específicas ímpares tropicais, associadas à ciência e ao exotismo. Não diferente para o Amazonas por sua extensão territorial, localização privilegiada na América do Sul, sua economia diversificada e a Zona Franca de Manaus/Polo Industrial de Manaus, maior biodiversidade do planeta, maior floresta topical preservada e visibilidade nacional/internacional. Assim, observar-se a relação das atividades da Indústria do TURISMO, com o meio ambiente, com a modernidade, com os processos de transformação no atual sistema capitalista e pós pandemia. Ressaltando-se as mudanças ocorridas na forma de produzir implicaram, também, no modo de vida das pessoas, mais normas de respeito ao meio ambiente, mais ainda no que se refere à reprodução ocupacional do espaço físico, novo modo de encarar o futuro, um novo regime de acumulação do tipo acumulação flexível (menor consumismo de bens superfluos), mais lazer e qualidade de vida.

Com tudo isso em transformação, a turistificação nesses modos obedeceu à lógica de ‘novo paradigma’ desencadeando fluxos populacionais para esses lugares diversificados e oportunos, formando fluxos nos sentidos da diversão, do prazer e do entretenimento, sendo caracterizado pela viagem para o lazer em locais que fujam daquela normalidade estressante, mas que seja marcada pelo devaneio e a fantasia. (continua)

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