Amazonas mantém rede de pesquisa da Biodiversidade

A Amazônia ocupa, hoje, uma posição de destaque em relação à biodiversidade mundial e exerce um papel importante nos ciclos globais de carbono e água que afetam outras regiões, inclusive no clima e na agricultura do Brasil. Apesar disso, alguns pesquisadores, reconhecem que a pesquisa na Amazônia ainda é relativamente incipiente e fragmentada, não exercendo o impacto necessário sobre políticas públicas para uma região tão importante.
Preocupado com esta situação, um grupo de pesquisadores do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), liderados pelo doutor Wiliam Ernest Magnusson, trabalham hoje no Cenbam (Centro de Estudos Integrados da Biodiversidade Amazônica), que é um dos seis Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia aprovados pelo CNPq em 2008.
Para o coordenador, William Ernest Magnusson, os principais usos da pesquisa em biodiversidade envolvem a produção de informação para conservação e manejo da terra, manejo da vida silvestre, produtos florestais e outros produtos obtidos diretamente de indústrias extrativistas, bioprospecção e, ainda, a domesticação de variedades e desenvolvimento de novas práticas agrícolas.
Nos três primeiros anos, o INCT tem como meta produzir até sete novos guias: peixes, serpentes, mamíferos de médio e grande porte (suscetíveis a técnicas de amostragem padronizadas), formigas, escorpiões, fungos macroscópicos e plantas da ordem Zingiberales, e iniciar a produção de guias sobre aranhas e outras espécies amazônicas. “Atualmente, a biodiversidade amazônica não está sendo conservada ou explorada de forma eficiente por falta de conhecimentos científicos e tecnológicos. As poucas pesquisas estão concentradas no entorno dos maiores centros populacionais, Belém e Manaus. Nós queremos mudar este quadro”, disse.
O Cenbam foi criado com o objetivo de integrar as pesquisas biológicas na Amazônia em cadeias eficientes de produção científico/tecnológica. “Atualmente, a biodiversidade amazônica não está sendo conservada ou explorada de forma eficiente. As poucas pesquisas estão concentradas no entorno de Belém e Manaus e estes centros regionais enfrentam um círculo vicioso, no qual a falta de recursos desestimula a fixação de recursos humanos qualificados no interior, e a falta de recursos humanos qualificados resulta em pouca produção científica”, explicou Magnusson.

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