Amazonas foi o Estado que mais criou postos de trabalho no turismo

O Amazonas foi a unidade federativa da região Norte que mais criou postos de trabalho na atividade de turismo no acumulado dos 12 meses encerrados em outubro de 2019: 824 empregos. A informação está no levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), divulgado nesta sexta (20), que teve como base os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Quando se leva em conta apenas os números de outubro, o Amazonas perde a liderança para Pará (181 posto de trabalho), ficando na segunda posição do ranking regional, com a geração de 169 empregos na atividade turística local. Vale notar, contudo, que o Estado vizinho amargou déficit de 13 vagas na comparação anual.

Em todo o país, o número de vagas geradas em 12 meses até outubro de 2019 chegou a 24.902, ante 5.792 nos 12 meses encerrados em outubro de 2018, gerando alta de 330% entre os dois períodos. Somente em outubro, foram criadas 1.630 vagas de trabalho formal no setor, no terceiro saldo mensal positivo consecutivo.

O desempenho contribuiu para a totalização de um estoque de 2.962.951 trabalhadores nos serviços turísticos. Do contingente de 39.178.133 empregados registrados com carteira assinada em todas as atividades produtivas no mês, de acordo com o Caged, o estoque dos alocados no turismo correspondeu a 7,6% do total.

Quanto à distribuição da ocupação, ainda em outubro, as atividades de hospedagem e alimentação concentraram mais de 1,9 milhão de empregados em nível nacional, cerca de 66,1% do contingente de trabalhadores no setor, seguidas de transporte de passageiros (833,2 mil e 28,1%). As atividades de cultura e lazer e agentes de viagens representaram, juntas, 5,7%. O recorte regional da pesquisa por atividades não foi divulgado pela CNC.

No período de janeiro a outubro de 2019, o saldo de empregos no setor de turismo, ainda segundo o Caged, foi de 15.563 vagas em todo o país, pouco mais de 271% acima do resultado do mesmo período em 2018, quando foram criados 4.189 novos empregos.

Investimentos e gargalos

Embora não tenha tido acesso aos números da pesquisa, o presidente da Abav-AM (Associação Brasileira de Agências de Viagens no Amazonas), Roberto Conhago, concorda que o ano foi positivo para a geração de empregos na atividade e diz que o trabalhado especializado está sendo absorvido satisfatoriamente pelo setor. Para o dirigente, o desempenho foi satisfatório para as empresas, embora estime que o crescimento ainda esteja em 2,5% no acumulado – percentual abaixo da projeção inicial para 2019 (+5%).

“O ano foi positivo. O Ministério do Turismo foi mantido e trouxe investimentos para a atividade em Manaus, Presidente Figueiredo e Novo Airão, por meio do programa Investe Turismo. A Amazônia é um dos principais destinos turísticos do país e nossa expectativas são muito boas para 2020. Precisamos apenas melhorar a infraestrutura portuária e, principalmente, aeroportuária da região. Felizmente, há a previsão de investimento federal de R$ 200 milhões nos aeródromos do Estado, o que deve contribuir para o crescimento”, ponderou Roberto Conhago. 

Políticas públicas

No entendimento da presidente da Amazonastur (Empresa Estadual de Turismo do Amazonas), Roselene Medeiros, os números da sondagem divulgada nesta sexta (20), pela CNC, apontam que a atividade turística local já vive um novo momento, com reflexos de seu aquecimento nas contratações formais.

“Isso demonstra que políticas públicas adequadas e alinhadas com o trade amazonense resultam em geração de emprego e renda. Nós estamos falando no setor que mais emprega no mundo e que movimenta mais de 50 segmentos da economia amazonense. Não só temos que comemorar esse ótimo momento do turismo, como avançar nas políticas de gestão”, declarou a executivo, em texto veiculado pela assessoria de imprensa do órgão.

Lazer e juros

Em material divulgado pela entidade, o diretor da CNC que coordena o Cetur (Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade), Alexandre Sampaio, destaca que a evolução do emprego nas atividades típicas do turismo associa-se, “com muita ênfase”, à demanda de serviços relacionados ao lazer fora de casa, em especial, às refeições em restaurantes e similares.

No mesmo texto, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, informou que o resultado da análise reflete a recuperação do setor, em sintonia com a melhora gradual da economia do Brasil. “Grande parte do bom desempenho do mercado de trabalho do turismo, acentuado no segundo semestre deste ano, reflete a estabilidade de preços, com a inflação em declínio, a diminuição das taxas de juros e o impacto favorável da liberação do FGTS sobre o consumo, além da estabilidade do dólar na maior parte do período”, encerrou.

 

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