Amazonas fecha maio com o melhor resultado desde 2005

O Amazonas fechou o mês de maio em alta na geração de empregos. Foram criadas 2.944 vagas, variação de 0,73% no comparativo com o estoque de assalariados do mês anterior, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados ontem pelo MTE (Ministério do Trabalho e do Emprego).
Segundo o levantamento do Ministério, esse é o terceiro melhor resultado obtido no período perdendo apenas para os resultados de 2004 (+3.421 postos) e 2005 (+3.369 postos).
Os dados referentes aos primeiros cinco meses do ano, revelaram um acréscimo de 23.002 postos até o momento (5,84%). Já nos últimos 12 meses o crescimento foi de 10,66% e geração de 40.166 novos postos de trabalho. Ainda de acordo com análise, esse é o segundo melhor acumulado do país, ficando atrás somente de Pernambuco.
Para o titular da SRTE/AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas), Alcino Vieira dos Santos, o resultado obtido foi dentro do esperado. “Só não foi melhor porque ainda estamos em período de controle de inflação, o que afeta o consumo e consequentemente a geração de empregos”, lembrou.
Na visão do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, a expectativa é de que o quadro de empregos cresça ainda mais no próximo trimestre, sobretudo no setor de Indústria da Transformação. “Nossa previsão é de que sejam gerados em torno de 7.000 empregos até setembro, já direcionados para as festas natalinas”, detalhou.

Relógios e motocicletas

O bom desempenho do Amazonas foi atribuído principalmente ao crescimento de empregos nos setores da Indústria da Transformação (1,99%) e geração de 2.566 postos e da Construção Civil (1,59%) com 461 novas vagas.
De acordo com Alcino Vieira, o grande destaque foi mesmo a indústria, em especial o polo de duas rodas e o relojoeiro. A fabricação de celulares, de televisores de plasma, LCD e LED além dos aparelhos de ar condicionado split, também teriam contribuído para puxar os número para cima.
Ele lembra que entre janeiro e abril, o setor já faturou US$ 4 bilhões, cifra que, de acordo com os últimos indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), representa um acréscimo de 15,76% sobre o mesmo quadrimestre do ano passado.
Já na área de comércio e serviços os resultados não foram tão animadores (-0,04% e 0,00% respectivamente).
A estagnação, para Valdemir Santana, se deve a questões sazonais. “Maio não é um mês forte para contratações no setor. Mas esse resultado já era esperado e não é motivo de preocupação”, ressaltou.
Santana disse ainda, que a expectativa é que o setor de serviços, embora não tenha apresentado crescimento, se expanda nos próximos meses, em especial o serviço de hotelaria. “Cerca de 70% dos hotéis de Manaus estão com a lotação fechada. Isso traz a necessidade de reformas e construção de novos prédios, também em virtude da Copa. A consequência disso serão novos empregos na área”, apostou.

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