Amazonas exporta 20% a mais

O Amazonas exportou nos três primeiros meses de 2013 19,72% a mais do que em igual período do ano passado. Foram mais de US$ 245 milhões arrecadados em exportação contra 205 milhões de 2012. Somente em março o crescimento foi de 13%, se compararmos com março do último ano e 14% se compararmos com fevereiro deste ano. O país para qual o Amazonas mais exporta é a Argentina, US$ 60 milhões, Venezuela, US$ 38 milhões e Colômbia, US$ 27 milhões. Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).
A venda de xaropes para bebidas não alcoólicas lideram a lista, com mais de 70% de crescimento em comparação com 2012. Sendo responsáveis por mais de 25% do mercado de exportação do Amazonas, com US$ 63 milhões. Outros produtos de destaque são os aparelhos de barbear e celulares que tiveram um crescimento superior a 20% e representam juntos mais de 15% das vendas de produtos do Polo Industrial para outros países.
Segundo o economista Alex Del Giglio os dados são para serem comemorados, pois a taxa de câmbio valorizou o Real nesse período o que deveria fazer com que as exportações diminuíssem. “O real se valorizou nesse período, enquanto o dólar sofreu uma queda, isso deveria gerar o efeito oposto, reduzindo as exportações” explica.

Motocicletas em baixa

As motocicletas foram os únicos produtos a ocuparem as 10 primeiras posições que sofreram recuo nas vendas de exportação neste início de ano. Ainda ocupando o segundo lugar na lista de produtos exportados no Amazonas, a queda foi de 1,09% para motocicletas de 125cc, as mais vendidas. Foram US$ 33,6 milhões em exportação. Para motocicletas de 50cc a queda de 28,52% com US$ 4,9 milhões. Alex Del Giglio não acredita que os números devam ser lamentados, para o economista isso pode ser fruto da revalorização do mercado nacional. “O decréscimo foi pequeno e a tendência é o mercado de Duas Rodas se recuperar, com isso fortalece o mercado aqui e diminui o número de motocicletas importadas, portanto deve-se medir bem esses dados”, explica.
Já as motocicletas mais potentes, de 255cc apresentaram crescimento. Foram US$ 8,4 milhões em exportação em 2013 contra apenas US$ 2,3 milhões de 2013. Confirmando a tendência do mercado nacional de um maior crescimento no número de vendas de motos . Com o crescimento o produto se tornou mais vendido do que as motos de 50cc e passou a representar 3,44% do mercado de exportação do PIM.

Importação

Já no quesito importação o Estado sofreu um regresso de 4,4% no ano. Foram 9% de retração se compararmos apenas o mes de março de 2013 com o do ano passado. Refletindo o atual momento da indústria de duas rodas, novamente as partes e acessórios de motocicletas encabeçam a lista das que apresentam maior recuo. A importação diminuiu em 21,99% se comparado com igual período de 2012.
O acumulado do trimestre registrou US$ 3 bilhões em compras externas, US$ 140 milhões a menos que o volume de 2012. Em março, as fábricas do PIM importaram US$ 1,06 bilhão, US$ 110 milhões a menos que no ano passado. As compras de peças de televisores encabeçam a lista de importação do PIM. São US$ 594 milhões nesses primeiros três meses. Uma retração de 6,8% se compararmos com 2012. Microprocessadores e peças de aparelho de telefonia são os outros produtos mais importados pelo PIM e apresentam crescimento no ano de 65% e 19% respectivamente.
A china segue na liderança de países que o Amazonas mais importa, representando 39,5% do mercado com US$ 1,1 bilhão, seguido por outro asiático, a Coréia do Sul com menos da metade do mercado chinês, US$ 503 milhões. Entre os 10 países que o Amazonas mais importa, sete são da Ásia, representando 79,2% do mercado com mais de US$ 2,4 bilhões só nesses primeiros três meses. Estados Unidos, México e Alemanha completam a lista.
“Essa é uma tendência mundial, toda relação trabalhista da Ásia, a moeda mais barata, fazem com que o mercado de lá esteja se expandindo ano após ano e exportando mais. É claro que lamentamos por que acabam vindo produtos que tomam o lugar dos fabricados aqui. Mas é algo que atualmente acontece no mundo todo”, explica Alex Del Giglio.
Em contrapartida no que diz respeito à exportação o mercado é dominado por países da América Latina. Nove das dez primeiras posições são de países latinos, o outro representante na lista é os Estados Unidos. Desses seis são da Ámerica do Sul. A Argentina que lidera as exportações aparece apenas em 26º nas importações e com um recuo de 16,17% em relação à igual período do ano passado. Representando apenas 0,26% das importações amazonenses com US$ 7,8 milhões em 2013, contra US$ 9,3 milhões em igual período de 2012.

A importação e a farinha

A área de produção de trigo da Argentina vem declinando há vários anos, foram 52% de decréscimo nos últimos 11 anos. 15% apenas de 2012 para 2013. Essa baixa no mercado refletiu no mercado brasileiro com o aumento do preço da farinha que chegou até 42% nos últimos 12 meses. Vale lembrar que a Argentina é responsável por 80% das importações de trigo brasileiras.
Com isso o Camex (Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior), decidiu aumentar, no ultimo dia 9, de 1 milhão para 2 milhões de toneladas a cota de importação de trigo em grão com redução da tarifa de 10% para 0%, a medida vale até 31 de julho e tem por objetivo facilitar a entrada de trigo no país para tentar reduzir os custos.

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