O consumo de energia no Amazonas cresceu 6,5% em 2013, segundo dados da Amazonas Energia. A maior parte da energia gerada no Estado é consumida pelas residências que abrange 34% do total da energia consumida no ano. Em seguida vem o setor industrial que corresponde a 29%, seguido pelo comércio com 21%. As demais formas de consumo abrangem os 16% restantes. O investimento previsto da Amazonas Energia em 2014 ficará em torno de R$ 800 milhões.
No ano passado, a empresa constatou a situação máxima histórica de consumo já registrada, na região, com 1.356 MWt (megawatt), no dia 24 de setembro de 2013. A capacidade energética para atender Manaus e região atualmente é de 1.600 megawatts (MWt). “Temos ainda o Linhão do Tucuruí, que tem uma capacidade de 1.800 MWt, ainda em fase de testes. Mas é uma disponibilidade. Se desligar o parque inteiro ainda teremos os 1.800 MWt para atender a região”, explica o diretor de geração, transmissão e operação para capital da Amazonas Energia, Tarcísio Estefano Rosa.
O crescimento de consumo no Amazonas ficou acima da média nacional e da região Norte. Segundo o EPE (Empresa de Pesquisa Energética do Ministério de Minas e Energia) o consumo de energia no Brasil teve um crescimento de 3,5% em 2013. Na região o crescimento foi de 3,8%. “De 2009 para cá foram R$ 3,3 bilhões em investimentos. Temos um convênio com o Banco Mundial aplicando cerca de R$ 300 milhões na modernização de medidores e redes de energia. Podemos garantir a geração de energia para o Estado e para a Copa”, destaca.
Tarcísio Estefano explica que o maior crescimento da energia é identificado pelo setor residencial, sobretudo nas regiões Norte e Leste da cidade que tem crescido de forma acelerada nos últimos anos. “Estamos fazendo agora mais 10 subestações finalizadas entre o ano passado e esse ano. Estamos construindo subestação nos bairros de Jorge Teixeira, Cachoeira Grande e Santa Etelvina, voltadas para essa região”. Outra causa seria as ações governamentais incentivando o consumo da linha branca de eletrodomésticos e o maior consumo de ares-condicionados.
Essas regiões também são as que apresentam os maiores problemas de queda de energia. A explicação, segundo a empresa, é o grande número de “gatos” e o crescimento desordenado da região. O que impossibilita um cálculo mais preciso de quanta energia está sendo utilizada e gera os famosos ‘apagões’. “Você planeja um alimentador para atender 200 casas e de repente tem 300. Há um grande número de “gatos”. E quem usa “gato” não economiza. Dá sobrecarga, muita ligação clandestina e isso cai nas costas da empresa”, reclama.
Segundo Tarcísio, os “gatos” são os principais motivos para as quedas de energia na cidade, apesar da produção de energia ser superior a demanda, rendendo um prejuízo de R$ 400 milhões anuais à empresa. Cerca de “30% da energia produzida é utilizada em ligações clandestinas. É como você fabricar 1.000 motos e roubarem 300”. Os outros principais motivos seriam as paradas programadas, para manutenção ou ampliação da rede. Raios na rede elétrica e acidentes de carro. Segundo levantamento da empresa cerca de três postes são derrubados por dia em acidentes de carro em Manaus. “Isso pode provocar falta de energia de 3 mil a 5 mil residências. E isso demora de 2h a 5h para trocar. O que a empresa pode fazer nessa situação?” questiona.
Em 2013, o gás natural foi responsável por 50% da energia consumida por Manaus. Começou a ser utilizado no final de 2010. Atualmente opera através de uma usina de 575 megawatts e há outra usina de 583 megawatts em construção.

Aumento da Tarifa
Em 2014 houve um aumento de 3,5% na tarifa residêncial e redução de 10% da industrial. Segundo site da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a tarifa de energia do Amazonas é a 53ª entre as 64 disponíveis no país. Com um custo de R$ 0,27685 o kWh (Quilowatt-hora).

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