Amazonas Energia volta a prometer fim dos ‘apagões’

Manaus não sofrerá ‘apagão’ neste ano, garantiu ontem o diretor comercial da Amazonas Energia, Pedro Mateus de Oliveira, repetindo promessa feita pela empresa no ano passado, quando a cidade atingiu o recorde de 1.160 MW de consumo, durante o verão.
Neste ano, conforme o diretor, a demanda pode crescer até 10%, chegando a 1.250 MW. Mesmo assim, em entrevista ao Jornal do Commercio, ele afirmou que o Amazonas possui 1.350 MW disponíveis, sobra de 100 MW, que afastaria o risco de a cidade ficar no escuro. “Acreditamos que o mercado pode crescer a vontade, pode vir a indústria que vier que nós vamos atender. Surpresa quanto à geração nós não vamos ter. Já assumimos o compromisso de que não vamos cortar ninguém por falta de energia”, enfatizou.
Para tanto, investimentos, que em 2010 eram apenas projetos, deverão ficar prontos até agosto. Oliveira destacou a ampliação de cinco subestações – Jaraqui (+26 MVA), Santa Etelvina (+30 MVA), Manaus (+26MVA), Ponta do Ismael (+26 MVA), e Multirão (+26 MVA) – que vão representar um total de 134 MVA a mais de potência nos transformadores que percorrem a cidade. “Além disso, nos próximos três anos, vamos construir mais cinco subestações”, prometeu o diretor.
O investimento deverá ser de R$ 1 bilhão até o fim do ano e de R$ 4,2 bilhões para os próximos quatro anos.

Desligamentos programados

Oliveira informou que, para prevenir as quedas de energia, a empresa vai intensificar os desligamentos programados para a troca das redes de distribuição.
“A rede de distribuição está muito ruim, mas não havia jeito de começar pela rede, se não tivéssemos corrigido o problema de geração de energia antes. Agora, já estamos na etapa de subestação e partindo para a rede de distribuição”, detalhou.
Segundo ele, a substituição pela rede moderna, que é isolada e protegida, permitirá que atritos com galhos de árvore, por exemplo, não sejam responsáveis pelas quedas, o que deve amenizar em boa parte o problema do consumidor.

Falta de planejamento é o maior obstáculo

A Falta de planejamento foi apontada como uma das principais causas do problema de distribuição de energia em Manaus.
“Os desligamentos ocorrem porque a todo o momento temos que adaptar a rede. Se uma rua possui 30 moradores e um prédio de 80 apartamentos é construído, o número de consumidores salta para 110. Como não somos notificados, a rede que era pra durar 15 anos, tem que ser trocada em seis meses”, lamentou Oliveira.
Outro fator levantado pela Distribuidora de Energia como obstáculo para a melhoria da qualidade do serviço foram os abalroamentos – colisão de veículos com postes de luz. Segundo o diretor comercial, a estimativa da Amazonas Energia é de dois abalroamentos por dia. “Cada vez que um carro atinge um poste, afeta, em média, 2.500 pessoas. Dois acidentes equivalem a deixar 5.000 pessoas sem energia por dia em Manaus. Mas isso é um problema de trânsito e não da concessionária”, finalizou.

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