Amazonas é o único a fechar 2009 no vermelho

O Amazonas foi o único estado brasileiro que teve desempenho negativo na geração de empregos em 2009, segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) divulgados ontem pelo MTE

O Amazonas foi o único estado brasileiro que teve desempenho negativo na geração de empregos em 2009, segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) divulgados ontem pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). No ano passado, foram contabilizados no Estado 509.645 postos e em 2008 foram 510.219, o que representa uma redução de 574 empregos.
Segundo dados do ministério, isso se deve ao desempenho negativo da administração pública e da indústria de transformação. Nesses dois setores houve uma redução de cerca de 10 mil vagas.
Apesar do desempenho negativo do Amazonas, a Região Norte foi uma das que registrou o maior crescimento no número de emprego: 5,10% a mais do que em 2008. Na região foram registrados 2,7 milhões de empregos em 2009 contra 2,6 milhões em 2008.
A Região Nordeste foi a que registrou o melhor desempenho na criação de empregos no ano passado. Foram registrados 6,8 milhões de novos empregos em 2009 contra 6,4 milhões em 2008, um aumento de 7,04%.
Os números mais expressivos foram os do Ceará, com um aumento de 9,4% em relação a 2008. No ano passado foram gerados 1,2 milhão de empregos contra 1,1 milhão em 2008. Já o Rio Grande no Norte foi o estado com o menor crescimento da região, 4,57% em relação a 2008. O Estado registrou 538.757 novos postos em 2009 e, no ano anterior, 515.227.
A região que teve o menor crescimento do emprego no ano passado foi a Sudeste com um aumento de 3,49% em relação a 2008. Foram gerados na região 21,09 milhões de empregos em 2009, no ano anterior esse número foi de 20,38 milhões.
Em todo o país, foram contabilizados 41,2 milhões de empregos formais em 2009, um aumento de 1,77 milhão em relação ao ano anterior, um acréscimo de 4,48% em relação ao estoque de empregos de 2008. Os setores que mostraram maior desempenho foram serviços (654 mil); administração pública (453,8 mil); comércio (368,8 mil) e (217,7 mil).
Os dados mostram ainda que o número de trabalhadores formais, tomando como referência as informações da Rais mais o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) até junho de 2010 (1,437 milhão), chega a 42,680 milhões neste ano.

Maior qualificação

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o mercado de trabalho brasileiro está mostrando que quanto maior a qualificação e a escolaridade do trabalhador, mais chances ele tem de conseguir um emprego e ser melhor remunerado. “Quanto menor o nível de escolaridade, maiores foram as demissões. Os únicos índices negativos de contratação foram para quem tinha concluído a quarta série ou ensino médio incompleto”, arrematou.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email