Amazonas é celeiro de talentos para economia da cultura, diz Reston

Com base em indicadores sobre o crescimento da economia da cultura no Brasil e outros países, Reston afirmou ainda que os atuais e potenciais empreendedores do Estado ainda não despertaram para as oportunidades de negócios que os bens e serviços simbólicos amazônicos são capazes de gerar.

“Temos uma diversidade cultural ampla, um potencial turístico, gastronômico, musical, entre outras manifestações culturais, que certamente podem se tornar um grande filão econômico para as microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores”, disse.

A economia da cultura, ou economia criativa, refere-se à produção de riquezas, geração de renda e emprego e negócios diversos tendo como base os bens e serviços culturais de determinado país, cidade ou comunidade.

Incluem-se neste setor as manifestações artísticas em geral, festas populares, tradições religiosas, entre outras.

Segundo o ‘Termo de Referência da Cultura e Entretenimento’ publicado pelo Sistema Sebrae no fim de 2007, as atividades de criação, produção, circulação e consumo de bens culturais no planeta cresce a uma taxa anual de 6,3%, ao passo que o restante da economia cresce 5,7%.

No Brasil, segundo a publicação, não há um estudo sistematizado sobre o setor, mas estima-se que ele represente 4% PIB (do Produto Interno Bruto), isto é, acredita-se que a economia da cultura tenha movimentado em 2007 cerca de R$ 97,5 bilhões, levando-se em consideração informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o qual informa que o PIB atingiu o patamar de R$ 2,4 trilhão em 2007.

“Esses números mostram que a economia da cultura é um segmento promissor e os amazonenses devem participar desse processo. Nós, do Sebrae, podemos dar apoio àqueles que pretendem explorar de forma sustentável e respeitosa o universo cultural da região”, disse Reston.

A diretora-técnica do Sebrae/AM, Maria José Alves da Silva, informou que a entidade possui o NCN (Núcleo de Cultura e Negócios) que realiza ações de capacitação, treinamento e acesso a mercado de produtos e produtores culturais do Estado.

“O NCN não existe para incentivar diretamente a cultura, pois secretaria de governo e outras instituições já fazem isso muito bem. Nosso papel é dar enfoque econômico para a cultura. Essa atividade além de gerar renda, promove a diversidade cultural, reforça a identidade amazônica e promove inclusão social”, explicou.

Em atividade desde 2005, o NCN participa de feiras e eventos nacionais de cultura, realiza visitas técnicas a grupos de produção cultural e oferece orientações e capacitação para empreendedores ou grupos de empreendedores do setor, tais como músicos, artistas plásticos, artesão, dançarinos, atores.

Segundo a gestora do NCN (http://ncn.am.sebrae.com.br), Lígia Santos, a próxima ação do Núcleo é promover, em fevereiro, oficinas e palestras sobre dança, teatro e música a 300 jovens do bairro Vale do Sinai, zona leste de Manaus.

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