Amazonas detecta novos casos de mormo em rebanho de cavalos

O rebanho de cavalos no Estado volta a sofrer um novo foco de mormo, uma doença infectocontagiosa que também pode ser transmitida para humanos. Os casos foram identificados no município de Nhamundá (a 383 quilômetros de Manaus), na Região do  Baixo Amazonas.

Segundo a Adaf (Agencia de Defesa Agropecuária do Amazonas), fiscais agropecuários estão na cidade para combater a zoonose que ameaça animais e a população ribeirinha. No ano passado, houve outro surto na região, mas foi controlado pela vigilância epidemiológica.

Agora, são intensificadas as medidas sanitárias para frear a disseminação da enfermidade. Todo o complexo agropecuário de equídeos corre risco de ser infectada. E os animais que testarem positivo serão sacrificados porque o mormo não tem cura.

“Trata-se de uma doença que não tem tratamento. É uma zoonose com risco de passar para humanos. Portanto, é uma questão de saúde pública”, alerta o veterinário Mário Arthur Leal, fiscal agropecuário da Adaf.

Segundo Leal, exames de rotina detectaram os casos de mormo em Nhamundá. O procedimento é uma determinação do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e ocorre sazonalmente.

Um dos animais avaliados testou positivo no exame WB (Western Blot), usado para o diagnóstico. E a ocorrência foi notificada para a Adaf que, em seguida, acionou a secretaria de Saúde do município.

Os animais suspeitos de ter a doença são isolados até sair o resultado dos exames, sendo sacrificados os que testarem positivo. “É a única forma de conter a disseminação”, acrescenta o médico veterinário Mário Arthur Leal.

De acordo com o fiscal agropecuário, o sacrifício dos cavalos que apresentam a doença é feito segundo preconizam as normas do Ministério da Agricultura, sem sofrimento e com o mínimo de estresse para o animal. “Focamos sempre no bem-estar, até em procedimentos extremos como esse”, afirma.

Os exames para diagnóstico do mormo são feitos no laboratório Lanagro, de Pernambuco, o único credenciado pelo Mapa para esse tipo de análise laboratorial. Jeane Cristini de Oliveira, coordenadora do PNSE (Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos) na Adaf, orienta que proprietários de cavalos devem ficar atentos a sintomas da doença, como lesões ulcerativas, nódulos, secreção nasal, apatia ou febre.

Com a manifestação desses sinais no animal, o produtor rural deve imediatamente notificar a Adaf. E o serviço veterinário será acionado para fazer a investigação epidemiológica, seguida de realização de exames específicos.

“O mormo é uma doença de notificação obrigatória ao serviço veterinário oficial, conforme especifica a instrução normativa do Mapa”, explica Jeane. “Trata-se de uma importante zoonose, portanto, todo caso suspeito deve ser notificado à Adaf”, acrescenta a coordenadora.

O Brasil possui hoje o maior rebanho de cavalos na América Latina e ocupa a terceira posição no ranking mundial de criadores de equinos. Com a atividade, são gerados 3,2 milhões de empregos diretos e indiretos.

Só em um ano, as exportações nacionais de cavalos vivos passaram de US$ 702,8 mil para US$ 4,4 milhões. O País também é o 8º maior exportador de carne equina. E Bélgica, Holanda, Itália, Japão, França e Estados Unidos são os maiores consumidores da produção brasileira.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email