Amazonas corre risco de ficar sem etanol

O Amazonas corre o risco de ficar sem etanol, tanto anidro quando hidratado, em razão do atraso na principal usina que fornece o produto para as empresas distribuidoras do Estado, a Itamarati (MT), cuja capacidade de escoamento diário é de até 2 milhões de litros de etanol com armazenamento de 165 milhões de litros. “Com a principal usina em atraso com a moagem da cana-de-açúcar, que deveria ter começado em 1° de abril, corremos o risco de desabastecimento no Amazonas”, disse o diretor-geral da Equador distribuidora, André Borges.
Segundo o dirigente, as distribuidoras estão sobrevivendo de estoque. “A usina prevê iniciar a distribuição em 18 de abril e, nestes últimos dias, é capaz de algumas das distribuidoras locais ficarem sem etanol. Consequentemente, pode escassear também a distribuição de gasolina”, explicou Borges.

Logística precária

Um dos grandes problemas das empresas locais é a distância e a precária estrutura logística, que aumenta o tempo para a chegada do produto a Manaus. “São dez dias de Mato Grosso a Porto Velho, um aguardo de dois dias para carregar na balsa e mais seis dias de viagem para chegar aqui. E contando que não haja nenhum imprevisto pelo caminho”, explicou.
O diretor-geral da Equador diz que apesar de contar com apenas mais dez dias de estoque, a empresa estuda a possibilidade de colocar um plano B em prática. “Estamos preparados porque contamos com as nossas outras distribuidoras baseadas nos Estados de Roraima, Pará, Rondonia, Acre e Mato Grosso”, disse o executivo.
O atraso na moagem da cana é um drama vivido em território nacional em razão do período crítico de final de entressafra e início de safra e fato que vem determinando os constantes aumentos no valor do produto ao consumidor. O setor divulgou apenas no dia 15 o início das atividades das usinas de São Paulo, que produz 50% da cana brasileira com objetivo de estabilizar a oferta e abastecimento do etanol. As outras 195, espalhadas pelo país, só iniciarão o processo na segunda quinzena de abril e mais 50, na primeira metade de maio.

Preços se mantêm estáveis em Manaus, informa ANP

O preço do etanol ao consumidor pesquisado na semana passada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) em 69 postos da cidade de Manaus manteve os valores, tanto ao consumidor, quanto ao distribuidor, divulgados na pesquisa realizada na semana de 3 a 9 de abril.
Nas duas últimas semanas o preço médio do etanol nos postos ficou em R$ 2,47, com variação de 0,123, o preço mínimo ficou em R$ 2,229 e o máximo em R$ 2,77. Para as distribuidoras, a margem média de preço ficou em 0,333 e o preço médio em R$ 2,139, com desvio padrão de 0,097. O preço mínimo está em R$ 1,955 e o máximo R$ 2,332.
No comparativo das três últimas semanas em Manaus, a ANP constatou que os valores demonstram variações na alta de preço do etanol com valores que aumentaram, desde a semana de 27 de março a 02 de abril, quando o preço médio ficou em R$ 2,337 com variação de 0,098 e preço mínimo R$ 2,19 e máximo de 2,770, ao consumidor. As distribuidoras na mesma semana contaram com margem média de 0,24, preço médio em R$ 2,087, com desvio padrão de 0,068, preço mínimo R$ 1,950 e máximo de R$ 2,232.
A gasolina pesquisada em 73 postos de combustíveis esta semana, trouxe um preço médio ao consumidor de R$2,84, com mínimo de R$ 2,63 e máximo de R$ 2,99, com desvio padrão de 0,092. Para o distribuidor, a margem média de 0,379, o preço médio R$ 2,463, com desvio padrão de 0,073 e preço mínimo R$ 2,144 e máximo R$ 2,530.

Gás natural

Ao contrário do resto do país, que espera para o mês de maio um reajuste do gás natural na razão de 12% pela Petrobras aos seus consumidores, o Amazonas não sofrerá com nova tabela do produto. É que a Cigás (Companhia de Gás do Amazonas) informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que não haverá reajuste do preço do gás natural no mês de maio em razão do contrato firmado entre a Petrobras e a empresa, que estabelece reajustes anuais, normalmente no mês de outubro.

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