Amazonas amplia déficit em sete meses

O Amazonas já registra déficit de US$ 7,33 bilhões nos sete primeiros meses deste ano. De acordo com os dados da balança comercial divulgados na quinta-feira (9), pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), o Estado exportou, entre janeiro e julho, o equivalente a US$ 517,25 milhões enquanto as importações do mesmo período totalizaram US$ 7.84 bilhões.
A diferença entre ‘compras e vendas’ cresceu 6,21% frente ao déficit do mesmo intervalo do ano passado (- US$ 6,89 bilhões), quando as exportações responderam por US$ 500,21 milhões e as importações por US$ 7,40 bilhões.
A queda da balança pode ter sido intensificada pelo desempenho de julho. No levantamento, o mês aparece como o que possui maior déficit da balança do ano (- US$ 1,32 bilhão). As exportações somaram US$ 73,35 milhões, uma retração de 12,22% frente ao mesmo mês do ano anterior. Enquanto isso, as importações acumularam o montante de US$ 1,39 bilhão, avanço de 9,01% frente a julho de 2011.
“Em julho, o déficit da balança não foi influenciado pelo aumento das importações, como podemos ser levados a pensar. Acredito até que o volume de compras feitas pelo Brasil continuou o mesmo. O que caiu consideravelmente no mês foram as exportações”, detalhou o economista e vice-presidente da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota.
O concentrado para elaboração de bebidas, principal produto de exportação do PIM, por exemplo, registrou queda de 35,81% em julho. Os ganhos foram de US$ 14,34 milhões contra os US$ 22,35 milhões referentes a julho do ano passado.
“Nós começamos a sofrer com o panorama externo de forma mais direta. Pegamos o ‘vácuo’ da China que nos puxou para baixo esse mês. É importante lembrar que a economia chinesa já sofreu retração de 25% aproximadamente. Se ele vende (exporta) menos para países como os Estados Unidos, consequentemente, não compra”, justificou.

Produtos

Já os outros produtos de maior saída do polo industrial amazonense continuaram trazendo bons resultados. A venda de motocicletas de baixa cilindrada para o exterior cresceu 45,64%. Já a exportação de terminais portáteis para telefones celulares e de aparelhos de barbear não elétricos aumentou 83% e 36,10%, respectivamente.
Os principais destinos foram Argentina (US$ 21,09 milhões), Colômbia (US$ 9,58 milhões) e Venezuela (US$ 8,17 milhões).
Entretanto, as importações cresceram na mesma medida. O custo para importar componentes para rádios e televisores somou US$ 324,99 milhões e a importação de óleo diesel totalizou US$ 186,26 milhões, acréscimo de 3,53% no primeiro caso e de 25,16% no segundo.
Os microprocessadores foram os componentes que registraram maior crescimento percentual. Foram gastos US$ 47,66 milhões para ‘trazer’ o produto, 95,92% a mais na comparação com o custo de julho do ano passado.
As importações foram feitas prioritariamente da China (US$ 517,90 milhões), que avançou 40,77% e dos Estados Unidos (US$ 208,88), acréscimo de 11,86%. Apenas a Coreia do Sul, terceiro maior comprador, com US$ 200,83 milhões, registrou recuo de 13,70%.

Acumulado

Entre janeiro e julho, os principais produtos exportados foram concentrado para bebidas (US$ 93,11 milhões), motocicletas de baixa cilindrada (US$ 82,07 milhões) e terminais para telefones celulares (US$ 54,59 milhões), acréscimos consecutivos de 6,93%, 55,48% e 4,45%.
Nas importações acumuladas, destaque para componentes para rádio e televisor (US$ 1,66 bilhão), óleo diesel (US$ 444,62 milhões) e conjunto para disco-rígido (US$ 283,41 milhões), acréscimos de 6,88% para o primeiro insumo, 4,49% para o segundo e de 110,98% para o terceiro.

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