Amazon Hackfest contra o novo coronavírus

Conhecido como um movimento tecnológico cívico para o bem social e controle de serviços públicos, o Amazon Hackfest terá sua terceira edição no Amazonas. Neste ano o evento é voltado para soluções em torno da situação epidêmica no Amazonas em face aos riscos do novo coronavírus para a saúde.

Por intermédio do Núcleo de Inovação (MPInov), o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) organiza o evento denominado Pandemic Hackfest Saúde Pública 2020, que acontece entre os dias 11 e 12 de abril e traz, neste ano, uma edição totalmente on-line. 

A ideia é analisar os problemas por partes a fim de identificar os “gargalos” e construir alternativas viáveis para resolver questões históricas e/ou emergenciais. O evento reúne participantes de segmentos variados. 

Conforme o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Mauro Veras Bezerra, cada ano o evento surge com uma proposta.

“Neste ano resolvemos antecipar o evento e observamos grande aceitação dos internautas.  É um momento oportuno para todos participarem”, frisou o procurador, destacando diante da possibilidade de contágio em massa, e como o evento reúne centenas de pessoas simultaneamente, “optamos pelo contato apenas virtual nesta edição”, explicou.

Para a criação do evento foram relacionados mecanismos de apoio às ações de saúde pública, com soluções de apoio à população diretamente afetada pela pandemia, utilizando instrumentos de acesso à informação, a medicamentos e a postos de atendimento em saúde pública ou privada. As ideias foram estruturadas para a sociedade no enfrentamento do Covid-19. Entre as ações relacionadas também estão as soluções de garantia e promoção da saúde pública, o fortalecimento e melhorias do Sistema Único de Saúde.

Saúde indígena

Ele destacou ainda que todos os dias o Ministério Público do Estado tem feito lives com profissionais de saúde para exporem a situação nos municípios. A pandemia também surge como preocupação para a saúde indígena. O subprocurador lembra que essa população é extremamente vulnerável a qualquer tipo de vírus.

“É preciso ter um olhar de atenção aos povos indígenas que vivem em várias áreas da nossa região. Nosso Estado tem a peculiaridade de abrigar inúmeros indígenas é preciso também um  olhar diferenciado”, disse Mauro Veras. 

Ele também enfatiza sobre as distâncias gigantescas das áreas que vivem os indígenas.

“Nem sempre é viável trazer para a capital. É necessário ter uma estrutura em locais estratégicos para providenciar essa assistência em casos de momento críticos. Precisam de um local para atendimento emergencial. O MPE é parceiro no que é possível. A informação clara é fundamental para ajudar o sistema público. A nós compete apenas tentar fazer com que as coisas funcionem da melhor maneira para que o Estado tenha o melhor atendimento possível". 

Hack Fest Saúde – Pandemia

A 3ª edição do Amazon Hackfest 2020 – "Pandemic Hackfest Saúde" organizado pelo MPE, conta com instituições parceiras. O evento será realizado 100% online, com o apoio da Shawee, uma startup tão apaixonada por hackathons que fez disso um negócio escalável e replicável. Só em 2019, foram mais de 30 eventos realizados em outros países e mais de 400 hackathons no Brasil. Para participar não precisa ser programador, basta ter um computador ou celular conectado à internet em sua casa, ter boas ideias na cabeça e saber trabalhar em equipe. Nunca a frase "mudar o mundo do sofá" fez tanto sendo como agora!

Programação

Nos dias 11 e 12 de abril ocorrerá a atividade de desenvolvimento do Hackaton, do dia 11 ao dia 19 de abril haverá a votação aberta ao público do desenvolvimento da solução (analisado pelos jurados), do dia 20 ao dia 24 ocorrerá a avaliação das soluções pelo júri técnico. No dia 25/04 a organização fará o anúncio dos vencedores e premiação e um dia depois, 26/04, o lançamento público das soluções. Mais informações botem ser obtidas no site oficial do evento.  

Segundo o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Administrativos do Ministério Público do Amazonas, Procurador de Justiça Mauro Veras Bezerra, o Hack Fest Saúde estará concentrado na busca de soluções em tecnologia da informação para o momento que é, absolutamente, peculiar e sem precedentes.

"Desde 2018, o Ministério Público do Amazonas realiza, aqui em Manaus, o Amazon HackFest, evento inspirado no HackFest da Paraíba, que acontece desde 2014 e mobiliza mais de 3 mil pessoas por ano na cidade de João Pessoa. Numa iniciava do Ministério Público do Estado do Amazonas, com apoio de diversos órgãos, empresas e instituições locais, foi realizada a sua primeira edição. Agora chegamos na terceira edição, com o compromisso de atuarmos com efetividade, mesmo ocorrendo de forma online", disse o SubADM Mauro Veras.

Inscrição

Podem participar estudantes, profissionais liberais ou qualquer pessoa que queira construir soluções por meio do uso da tecnologia. A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo site: www.amazonhackfest.com até o dia 10 de abril. As três ideias vencedoras receberão suporte de incubadoras e aceleradoras para serem desenvolvidas. “Não é preciso ser um expert em programação para participar. Qualquer um, desde que tenha disposição, pode mudar o mundo do sofá”, estimulou o subprocurador-Geral, Mauro Veras.

Não será permitida a inscrição de projetos já desenvolvidos anteriormente. Tanto o código da solução tecnológica quanto o repositório a ser utilizado para o projeto devem ser criados durante o ciclo completo do evento. Não serão aceitas soluções tecnológicas copiadas ou reproduzidas parcial ou integralmente de outras fontes. Os inscritos que desrespeitarem as regras serão punidos com a desclassificação do projeto.

Saiba mais

Os organizadores prospectam público que varia de 3.500 a 5 mil pessoas no evento que será 100% online. Durante dois dias do mês de abril, os participantes, organizados em equipes, devem identificar um problema relacionado à saúde pública, traçar estratégia e construir ações para o combate da pandemia causada pela disseminação do COVID-19. 

As soluções apresentadas podem ser tecnologias, sistemas, aplicações e jogos, desde que sejam projetados para serem disponibilizados ao público sem pagamento de qualquer valor, e que tenham seu código fonte disponibilizado em repositório público com licença de software livre.

Fonte: Andreia Leite

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