AM tem melhor produção desde 2011

Em fevereiro, a produção industrial amazonense foi um dos destaques da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física – Regional , divulgadas ontem (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De acordo com os dados, a produção industrial no Estado registrou crescimento pelo segundo mês consecutivo, com um incremento de 15% na comparação com fevereiro de 2013. O resultado é o melhor desde outubro de 2011, quando houve um aumento de 16,1% nesta comparação.
O indicador foi também o segundo melhor do país no período, impulsionados principalmente pelo comportamento positivo dos setores eletrônico, (com destaque para os televisores), de alimentos e bebidas (preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas), de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e relógios e de outros equipamentos de transporte (motocicletas e suas peças), perdendo apenas para o desempenho registrado no Estado do Paraná (17,7%). O crescimento médio nacional para o período foi de +5%. Já na comparação com o mês anterior (janeiro), também houve alta de 4,7%, enquanto no Brasil houve um incremento de apenas +0,4%.
O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, o resultado positivo no polo eletroeletrônico, principalmente em relação aos televisores, já era esperado, devido à expectativa em torno da Copa do Mundo. Ele explica que, com o bom desempenho deste segmento, a produção tende a crescer como “efeito cascata”.
“Isso ajuda porque vem o efeito cascata. O bom desempenho dos eletrônicos influencia positivamente os fornecedores de periféricos para a indústria de televisores”, explicou.
Ainda segundo Antonio Silva, esses resultados deverão se repetir pelo menos até o mês de junho –mês em que acontece o Mundial.
“Depois da Copa a indústria deve naturalmente diminuir um pouco o ritmo, mas aí vêm as eleições e mais dinheiro deverá circular. Acreditamos que esta nuvem cinzenta deverá desaparecer”, acredita.
Na opinião do presidente da Fieam, nem mesmo a greve da Suframa poderá diminuir o ritmo em que a indústria amazonense vem produzindo bens de consumo, já que a paralisação alterou alguns processos de produção, mas os estoques das fábricas e do comércio inibiram qualquer interferência nos resultados. Além disso, Antonio Silva vê nas eleições de outubro, uma boa oportunidade de alguns
No acumulado do primeiro bimestre o Amazonas também ficou bem acima da média nacional: enquanto a indústria cresceu 1,3%, aqui no Estado a alta ficou em 6%. Enquanto nos últimos 12 meses o acumulado soma 2%.

Brasil
A produção industrial aumentou em fevereiro em sete das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A indústria do Paraná foi um dos destaques, com alta de 18,4% em relação ao primeiro mês de 2014, assim como a do Amazonas, com crescimento de 4,7%. Na média das 14 regiões, a produção industrial cresceu 0,4% em fevereiro, perante o mês anterior.
Ainda entre as taxas positivas, apareceram Rio de Janeiro (1%), Goiás (0,8%), São Paulo (0,7%), Rio Grande do Sul (0,5%) e Santa Catarina (0,5%). No Pará, a produção mostrou variação nula.
Do lado das quedas, houve recuo de 4,3% na atividade industrial do Espírito Santo, invertendo a direção tomada em janeiro, de aumento de 2,2%. Em Pernambuco, a queda foi de 3,9%, revertendo quatro meses de resultados positivos consecutivos. Região Nordeste (-1,7%), Ceará (-1,6%), Minas Gerais (-1,6%) e Bahia (-1,2%) completaram a lista de locais com taxas negativas.
Na comparação com fevereiro do ano passado, a expansão da produção industrial alcançou 12 dos 14 locais investigados. O IBGE cita, neste caso, a influência do efeito calendário, já que fevereiro deste ano teve dois dias úteis a mais que igual mês do ano anterior.
Os avanços mais acentuados foram registrados pelo Paraná (17,7%) e Amazonas (15%). Minas Gerais (9,5%), Pernambuco (7,3%) e Ceará (5,9%) também assinalaram aumentos mais intensos do que a média nacional (5%).
Ainda no comparativo com fevereiro de 2013, foram verificados avanços no Pará (4,1%), região Nordeste (3,6%), Rio Grande do Sul (2,9%), Santa Catarina (1,8%), São Paulo (0,3%), Rio de Janeiro (0,1%) e Bahia (0,1%). Por outro lado, Espírito Santo (-3,6%) e Goiás (-2,6%) mostraram resultados negativos.

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