AM tem 67% das compras parceladas

Parcelamento por meio de cartão de crédito ultrapassou o volume de compras à vista pela primeira vez na história da indústria de cartões no Amazonas. O estudo da Itaucard, divulgado ontem, revelou que 67% do faturamento das empresas locais, entre janeiro e setembro deste ano, foram obtidos em compras através de cartões de crédito.
O avanço do parcelamento sem juros nas compras realizadas pelos portadores de cartões de crédito de acordo com a pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, foi analisado pelo diretor de marketing de cartões do Banco Itaú, Fernando Chacon, como uma situação inédita no Amazonas, fruto de uma tendência de crescimento do setor em nível nacional nos últimos nove meses, período no qual o setor fechou acumulando faturamento de R$ 45,60 milhões, ou 1,9% do total de R$ 2,4 bilhões obtidos.

Festas natalinas

Na estimativa de Chacon, a projeção é que, com as festas do fim de ano, as compras parceladas no cartão somem um total de R$ 93,6 bilhões em todo o Brasil, um avanço de 23,4% frente ao obtido em 2006. Segundo o executivo, paralelamente ao crescimento da aquisição parcelada, as compras à vista também tendem a acompanhar de perto essa evolução nas compras, devendo atingir R$ 87,9 bilhões. “Confirmada essa estimativa, este será o primeiro ano na história do mercado de cartões no qual o parcelamento sem juros superará o pagamento à vista”, comemorou o diretor.

Na avaliação do economista Gerson Gustavo Siqueira, o crescimento das compras por cartão de crédito na capital amazonense pode ser entendida pela facilidade que as empresas deram para a entrada de usuários com baixo poder aquisitivo, público considerado como principal condutor do impulso sofrido pelo mercado. No entendimento do especialista, o filão de mercado representado pelo público de baixa renda virou alvo de conquista do setor de cartão de crédito.

“Há pouco mais de cinco anos, um consumidor com renda mensal inferior a R$ 800, dificilmente conseguiria ter um cartão. Agora, a renda mínima caiu para a faixa dos R$ 150”, explicou o consultor, ressaltando dados da pesquisa da própria Itaucard, segundo a qual o público de baixa renda movimentou R$ 8,7 bilhões em 2006, alta de 23,6% no comparado ao ano anterior.
Este ano, os indicadores do mercado de meios eletrônicos de pagamento da Itaucard chamam a atenção para o parcelamento sem juros que conquistou 56% dos consumidores jovens, mulheres e solteiros com 18 e 19 anos, cuja preferência é utilizada para compras de maior valor.

“No Amazonas, esse fato é bem evidente, já que o valor médio parcelado dos jovens é de R$ 255 ante o valor médio de compras à vista, R$ 57”, apontou Fernando Chacon.

Mulheres compram mais a prazo

O parcelamento é também, segundo os indicadores, a opção preferida pelas mulheres, que concentram 56% de seus gastos com o cartão nesta modalidade. Este comportamento contrasta um pouco com o apresentado pelos homens, que recorrem ao parcelamento em até três vezes em 46% de suas compras.
O tíquete médio em cada um dos grupos, entretanto, foi bem diferente: a maioria do público masculino divide as compras em até R$ 247, enquanto as mulheres preferem parcelas de até R$ 196. “Isso mostra que as mulheres já usam o plástico com mais freqüência em compras de menor valor no dia-a-dia”, explicou Chacon.

Já em relação ao valor para as compras parceladas, 29% dos entrevistados disseram que o parcelamento é mais utilizado para compras entre R$ 100 e R$ 200. De janeiro a setembro de 2007, a participação do parcelamento no cartão em compras de eletrônicos/construção/móveis foi de 86%.
No segmento de vestuário/lojas de departamento e calçados, o percentual também é expressivo e chega a 82%. As compras parceladas em drogarias, farmácias e ópticas aparecem na seqüência, respondendo por 73% do total.

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