AM tem 2º melhor mercado para as óticas

As empresas que comercializam óculos, lentes, armações e assessórios mais do que cresceram em 2010 e não apenas isto, mas também aumentaram o faturamento em todo o território nacional. No Amazonas, a pesquisa divulgada pela Abióptica (Associação Brasileira da Indústria Óptica) mostra que este comércio no Estado gerou uma média de R$ 250 milhões por ano, ficando em segundo melhor desempenho do Norte, perdendo apenas para o Pará, com R$ 405 milhões.
O Amazonas hoje responde por 28% do faturamento da região Norte (R$ 900 milhões). E, de acordo com a análise de 2006 a 2010, a pesquisa da Abióptica revela que as lojas de óticas do Estado acompanharam o bom ritmo das demais localidades do Norte. A associação estima que 30% dos pontos de vendas estão concentrados no Amazonas, são 250 lojas e 903 em toda a região.
Para o oftalmologista Theodomiro Garrido, o rápido crescimento da quantidade de lojas no Estado não reflete um aumento no número de incidência de doenças oculares. “O que está ocorrendo é que as pessoas estão tendo mais acesso ao diagnóstico, sobretudo no SUS [Sistema Único de Saúde]”, avaliou.
A gerente geral da rede Óticas Avenida, Renata Rodrigues, explica que na loja o ticket médio, que é o valor das vendas dividido pelo número de cupons fiscais, aumentou em 10% no ano passado e que entre o período de 2006 e 2010 a empresa inaugurou mais cinco filiais na capital.
Apesar do faturamento “mais gordinho”, a região Norte foi uma das que menos cresceu em número de óticas em comparação com as demais. Nos últimos quatro anos, o saldo das 903 lojas no Norte representou uma expansão de 3,7%. Abaixo está apenas o Sul do Brasil, com um crescimento de apenas 1,9%, sendo 3.185 pontos de vendas.
Já o Nordeste, com um total de 7.235 óticas, teve um salto registrado, com 12%. A região Centro-Oeste, que possui 2.032 óticas, foi a que obteve melhor desempenho, com 24,4% de crescimento. Os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, juntos, possuem 6.889 óticas e um crescimento de 13,7%.

Indústria expande

O presidente da Abióptica, Bento Alcoforado, afirma que a indústria ótica possui planos de expandir suas filiais no país, em especial nas regiões Norte e Centro-Oeste. Entre os Estados de interesse, o dirigente destaca que Pará e Tocantins são possíveis opções para a instalação de novas fábricas. “O que nós queremos é que o governo implante uma política de competitividade da indústria de óculos”, atacou.
Quando questionado se, talvez, há propostas para instalação de fábricas em Manaus, o presidente não descartou a possibilidade. Porém, por não haver um PPB (Processo Produtivo) ainda bem definido a cidade não é uma das primeiras opções para os executivos do segmento.

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