11 de abril de 2021

AM é o 5º na preferência do trabalhador estrangeiro

O Amazonas ocupa a quinta colocação no número de pedidos de trabalho concedidos para profissionais estrangeiros em 2011

O Amazonas ocupa a quinta colocação no número de pedidos de trabalho concedidos para profissionais estrangeiros em 2011. As estatísticas do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), ainda com dados de março, apontam que 414 profissionais estrangeiros tiveram autorização concedida para trabalhar no Estado. Nas posições acima desse ranking estão São Paulo (5.254 concessões), Rio de Janeiro, com (4.990), Rio Grande do Norte (555) e Minas Gerais (550).
Segundo o chefe da Sessão de Relações de Trabalho da SRTE/AM (Superintendência do Trabalho e Emprego do Estado do Amazonas), Francisco das Chagas Oliveira Rodrigues, cabe à unidade estadual, apenas, fiscalizar o trabalho dos profissionais estrangeiros. “As solicitações de trabalho para estrangeiros são feitas diretamente ao Ministério do Trabalho, através do Conselho Nacional de Imigração. Essa autorização é concedida mediante o pedido das empresas que solicitam a licença de trabalho para áreas especializadas que não existem aqui no Brasil. Principalmente para as áreas de cientistas, professores, engenheiros do Distrito Industrial. É a empresa que localiza o profissional no exterior e prepara todo o processo”, explicou, dizendo que “a vinda dos profissionais é válida uma vez que eles vêm, muitas vezes, para contribuir com o desenvolvimento do Estado”.

Terremoto no Haiti

Desde 2010, em virtude do terremoto no Haiti, os trabalhadores provenientes daquele país chegam a Manaus em busca de refúgio e condições de trabalho. Hoje, 500 ainda “padecem” em busca de autorização para permanecer no país e estão em Tabatinga (a 1.105 km de Manaus), aguardando a decisão da Polícia Federal.
Entre os 1.200 haitianos que permanecem na capital, alguns buscam trabalho e outros já atuam no mercado, como explica o Padre Gelmino Costa. “Há uma pequena percentagem que tem boas profissões, fala línguas e já está atuando nas áreas de educação, saúde, turismo. Há outros que até já trabalham na construção civil como pedreiros, serviços gerais, transporte de alimentos. Mas temos uns 280 que dependem totalmente da Pastoral do Imigrante, desde a comida até a moradia. Há alguns que até conseguiram um lugar para morar, mas que dependem de nós para se alimentar. Temos hoje 11 casas atendendo esse público e precisamos de ajuda”, relatou o coordenador da Pastoral do Imigrante.

Pesquisa é uma das áreas que mais ‘importam’ mão de obra

Uma das áreas que mais ‘importam’ profissionais estrangeiros para o Amazonas corresponde a pesquisa, extensão e produção de conhecimento, principalmente por parte das universidades e instituições estaduais. A principal demanda se dá em virtude da busca pelo know how desses profissionais, principalmente aplicados à pesquisa em benefício do desenvolvimento do Amazonas. Hoje, são mais de 323 mestres, doutores e pós-graduados que receberam autorização como profissionais de Nível Superior para atuarem nas instituições.
Entre eles, a está a professora de Artes da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), Isabelle Sabrié, que está em Manaus a convite da instituição há três anos. “Estou muito feliz de estar trabalhando aqui em Manaus. O povo brasileiro é muito aberto, muito alegre. É uma nova vida para mim e tenho muita alegria de trabalhar com os alunos, ensinar e ter contato com os jovens”, disse Sabrié, ainda com bastante sotaque francês.

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