AM deve ter maior controle sobre liberação de crédito

O comércio do Estado pretende ins­tituir a partir deste mês um controle maior na liberação da compra por crédito e nas modali­dades de inadimplência que mantiveram, em janeiro, o Amazonas na 14ª colo­cação dentre as re­giões com maior volume de cheques devolvidos.
A informação foi divulgada pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), que busca uma redução de pelo menos 11% na média mensal de 28,8 cheques devolvidos a cada 1.000 compensados.
O diretor de projetos da Fecomercio, Enock Lunière Alves, disse que a consulta de crédito comercial no Amazonas poderá ser feita com mais segurança por meio de sistemas interconectados com as principais regiões brasileiras em um mínimo espaço de tempo e maior economia. Embora não tenha divulgado números de quanto a nova ferramenta custou para a entidade, o diretor explicou que 15% do faturamento total será repassado para a conta da CNC (Confederação Nacional do Comércio), responsável pelo convênio firmado com a americana Equifax, proprietária do software de busca.

Produtos
tecnológicos

Lunière afirmou que o pacote antiinadimplência traz 16 produtos tecnológicos, com destaque para as ferramentas de levantamento de crédito simples, consulta completa e de clientes com histórico de devolução de cheques na praça. “O software é antes de tudo uma segurança para os usuários do comércio local que podem se precaver na liberação de crédito a consumidores com histórico negativo. Os empresários do comércio de bens, serviços e turismo do Estado poderão acessar um banco de dados com muito mais vantagens que os atuais sistemas existentes, sem taxa de adesão ou mensalidade, pagando apenas pelo produto que desejar”, acrescentou.

Índice de devolução local é alto

O empresário Frederico D’Ambros disse que um maior controle na emissão de crédito consolida as relações comerciais e aumenta a confiança do empresariado local nas vendas por atacado. O executivo analisou que pelo porte da capital e pela quantidade de documentos emitidos, Manaus deveria estar entre as 10 com maior índice de devolução de cheques. “É importante que a empresa se mantenha segura de receber dívidas a prazo no prazo estipulado. Não queremos restringir as vendas ao cartão de crédito, mas muitas vezes somos obrigados a isso”, explicou o atacadista.
O executivo Flávio Souza afirmou que ainda nem teve tempo de retirar a faixa na qual se anuncia o parcelamento sem juros de dívidas antigas, mas defende a instalação sem demora do novo software no comércio varejista. O empresário disse acreditar que a medida da Fecomercio ajudará a reduzir a inadimplência no seu centro de compras –atualmente estimada em 30%.

Afugentar
clientes

Souza apontou, porém, que o novo software pode não ser bem entendido pela sociedade e afugentar novos clientes. “Nos primeiros meses, o pessoal pode demorar mais para fazer compras a prazo, apesar de a Fecomercio assegurar a diminuição do tempo na consulta. Isso não vai ser nada bom para nós, já que cerca de 70% dos clientes pagam com cheque pré-datado”, asseverou o executivo.
Segundo dados do Serasa, em janeiro último, o Amazonas registrou a média de 19 cheques devolvidos duas vezes por insuficiência de fundos a cada mil compensados, 1,1% a mais que o mesmo período do ano passado, quando foram devolvidos 18,8 documentos a cada lote de mil. Ainda segundo os mesmos indicadores, no primeiro mês do ano, foram compensados cerca de 128,38 milhões de cheques em todo o país, dos quais 2,44 milhões retornaram duas vezes por falta de fundos.

Reduzir
custos

“A redução de custos para os empresários vai ser enorme. Essa é uma oportunidade única para o setor no Estado, além de ser um avanço na informação para as empresas”, finalizou Lunière.

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