8 de dezembro de 2021
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Apesar de atividades distintas, caminhamos sempre lado a lado, consolidando nossa amizade

Perdi um amigo, irmão e companheiro. Perdi meu querido Guilherme Aluízio. Perdi um conselheiro. Homem sério, respeitado, respeitador, exemplo de dignidade. Um homem honrado, exemplar esposo, reconhecido pela sociedade amazonense. Amizade construída ao longo de setenta anos.

Tudo começou no internato da Escola Normal São Francisco de Assis, de propriedade dos saudosos professores Fueth Paulo Mourão e de sua esposa Leonor Mourão, localizada à Avenida Sete de Setembro. Eu, com 16 anos, de Parintins. Aluízio com 12, vindo de Beruri.

Jamais poderia deixar no esquecimento nossa passagem pelo internato daquela Escola. Ali, iniciamos nossa amizade, sempre cercada de muitos amigos. Entre eles, Dorinha Mourão, Mazé Mourão, Assis Mourão, Paulinho Mourão, Fátima, Emina Mustafa, Raimundinha Meirelles, Francisca Silveira, Julia, Ondina,  Flocy (Rosangela Fuentes), Jucimar, Maria Clara Segadilha, Cel PM Lustosa, Servio Tulio Nina, Frank Lima, Ramundo (Borba), Elba, Maria Reis e tantos outros. Não se pode esquecer de Dona Rosita (irmã de Dona Leonor) zelando pela limpeza, lavagem das roupas dos internos e cuidadora do dormitório dos homens. Figura importantíssima na estrutura da escola , que nos acompanhava desde o banho da manhã.

Dois destinos. Eu, abracei a carreira burocrática do serviço público federal. Aluízio, trilhou a via empresarial. Ambos vitoriosos.  Quando se faz o que gosta o caminho fica mais fácil e prazeroso. Apesar de atividades distintas, caminhamos sempre lado a lado, consolidando nossa amizade, mas sempre focados em melhorar a vida de quem vive no interior.

Sou muito grato Aluízio, pelo teu gesto de amizade demonstrado ao designar-me diretor de seu Centenário Jornal do Commercio, depois que me aposentei.

Outro fato interessante aconteceu em 2003, ano que o Thomaz, meu filho, começou a escrever a coluna "Agronegócios" no JC. Meu filho não tem o sobrenome Meirelles, mas o Aluízio disse que no JC ele tinha que se identificar como "Thomaz Meirelles". Assim ficou até hoje.

Ligava regularmente para São Paulo a fim de saber como andava sua saúde. Ficava feliz ao ouvir sua voz forte. Triste, quando o celular só tocava, sem atender. Não era um bom sinal.

Em depoimento ao JC, teu filho Sócrates definiu muito bem tuas qualidades: carinhoso, leal, generoso, gentil, cortês, amigo e dedicado.

As comemorações do seu aniversário no JC, o meu, e as outras datas comemorativas ficarão na lembrança, inclusive a distribuição do conhecido chocolate "sonho de valsa".  

Tudo é saudade!

Tenho a firme convicção que o Sócrates conduzirá o Jornal do Commercio seguindo todos os seus ensinamentos.

Amigo Aluízio, viajastes à esfera superior, aqui fiquei, chorando, derramando lágrimas, coração partido, sangrando, lastimando a tua despedida.

Um dia chegarei aí para novamente abraçá-lo. Que Deus te proteja nessa nova morada.

Finalizo, transcrevendo pequeno trecho de uma conhecida canção de Roberto Carlos que diz:

O que foi felicidade

me mata agora de saudades.

Velhos tempos, Belos dias!

Até um dia Aluízio!

 

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