14 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Alternativas para geração de renda

A RDS do Uatumã é formada por 380 famílias e 20 comunidades. A ideia é subsidiar geração de renda para a localidade

Diagnosticar os principais meios produtivos na RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável) do Uatumã é o objetivo da proposta de pesquisa do engenheiro florestal do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas), André Luiz Menezes, que conta com o financiamento da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), por meio do Programa JCA-Áreas Protegidas-Jovem Cientista Amazônida.
O projeto será desenvolvido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, localizada a 380 quilômetros de Manaus. Na área, residem 380 famílias distribuídas em 20 comunidades. A ideia é subsidiar políticas públicas de geração de renda para a localidade, assim como para outras comunidades rurais da Amazônia.
Segundo Menezes, o agroextrativismo é a principal atividade produtiva na RDS do Uatumã. Entretanto, poucos sabem sobre o retorno financeiro que esse sistema oferece e quais são os principais investimentos a ser realizados para, efetivamente, haver geração de renda na Unidade de Conservação.
Menezes explicou que a geração de renda a partir da agricultura familiar é considerada como prioridade no Plano de Gestão da RDS do Uatumã, mais especificamente em seu Plano de Estruturação para Produção Agrícola Sustentável na região, que compõe o subprograma de apoio à geração de renda do Programa de Apoio às Comunidades.
O Plano de Gestão também destaca que existem criadores de animais, agricultores que atuam principalmente na cultura da mandioca para produção de farinha e os agricultores que utilizam sistemas multiprodutivos, em que combinam um grande número de espécies em uma mesma localidade com a finalidade de alimentação e renda.
“Os moradores que aderiram ao Programa Bolsa Floresta desde 2008 recebem um recurso anual para apoio a projetos de geração de renda na Unidade de Conservação. O estudo intitulado ‘Jovens Empreendedores Florestais’ propõe capacitar os jovens moradores da RDS do Uatumã para a realização de diagnósticos econômicos nas áreas produtivas a fim de embasá-los nas decisões de investimentos em negócios sustentáveis, buscando a melhoria na qualidade de vida e bem estar das famílias que residem nessas comunidades”, ressaltou.
O projeto será desenvolvido por meio de parceria entre a Escola Estadual Yamamay, localizada na comunidade São Francisco do Caribi (interior da RDS do Uatumã) e o Idesam.
“Os estudantes serão os pesquisadores de campo. Esses alunos ainda serão definidos dentro da metodologia, de acordo com o projeto”, disse Menezes.

Resultados esperados

Após a finalização do projeto, a pesquisa espera contribuir com a formação de alunos e professores da Escola Estadual Yamamay e que os mesmos sejam multiplicadores dos diagnósticos produtivos para outras turmas da escola.
A ideia também é que os estudantes estejam aptos a elaborar análises econômicas de seus empreendimentos familiares, aumentando a taxa de sucesso dos mesmos. O estudo busca ainda compreender o modo de produção da RDS do Uatumã para facilitar a aplicação de políticas públicas voltadas à geração de renda.
Para o Menezes, o Programa JCA – Áreas Protegidas contribui com a capacitação de jovens do interior, procurando despertar nos mesmos o interesse pela pesquisa e fixando-os no campo.
“Com o apoio da Fapeam, nosso projeto saiu do papel, uma vez que há algum tempo todos os envolvidos no projeto procuraram apoio para a execução do mesmo, pois temos ciência que esse estudo pode subsidiar a implantação de políticas públicas. E o apoio possibilitará esse importante estudo para as comunidades do interior do Amazonas”, finalizou.

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