Alta do álcool equilibra custos de produção do setor

Só agora que doeu no bolso do consumidor, com o aumento dos preços do etanol nas bombas de gasolina, que os holofotes se voltaram para o setor sucroalcooleiro. De acordo com o gestor de riscos Arnaldo Luiz Corrêa, apesar da enorme dificuldade de crédito pela qual passaram muitas usinas, e da travessia penosa na entressafra de parcos recursos disponíveis, decorrente da crise econômica mundial, o cenário é alentador, pois os mercados internacional e doméstico de açúcar remuneram acima do custo de produção.
“O problema é o etanol, que sofre com o desequilíbrio do mercado de petróleo e da falta de caixa das usinas, que empurram os preços para baixo mesmo na entressafra, fazendo com que o hidratado -que é mais de 70% da produção total de etanol- esteja no limite do custo de produção”, explicou.
De acordo com o gestor de riscos, se for considerada a média de preço do álcool hidratado usado pelos veículos flex comercializados nos últimos cem dias, seria possível verificar que as usinas venderam o produto, em média, 3% abaixo do custo de produção, sem contemplar o custo financeiro de carregar estoques.
No último ano, o álcool hidratado foi negociado 8% abaixo do custo de produção, em média. No início deste ano, muitas usinas, pressionadas pela crise de crédito, chegaram a vender o combustível 31% abaixo do custo de produção. “O aumento do preço do etanol, agora, vem equilibrar essa conta que as usinas vinham assumindo para atender aos compromissos financeiros de longo prazo para a nova safra”, ponderou.
Já o açúcar vive um período favorável em termos de preços no mercado internacional, em função do deficit de produção na Índia, maior consumidor mundial do produto. Para Arnaldo Luiz Corrêa, o o setor necessita de expansão constante nos próximos três anos, com crescimento médio de 10,24%, se quiser atender a demanda.

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