2 de março de 2021

Alta demanda faz disparar preços de produtos hospitalares

A corrida por produtos hospitalares como máscaras, oxímetros, kits de oxigênio e luvas tiveram uma explosão na demanda. Empresas especializadas na comercialização de itens médicos registram aumento expressivo na procura. 

A loja Instrumental Técnico Ltda – material hospitalar, confirma que só neste mês o kit para oxigênio teve uma procura de quase 100%. Devido a falta de matéria-prima, na esteira da procura  materiais como luvas  cirúrgicas sofreram reajustes em mais de 200%. 

luvas  cirúrgicas sofreram reajustes em mais de 200%

Segundo Sueuda Rebelo, gerente comercial da empresa, o número de unidades vendidas entre os artigos chegam a 100 por dia. “Até o momento estamos conseguindo manter o estoque, mas algumas vezes a falta de alguns produtos é impactada devido a logística para chegar até aqui.  Estamos fazendo o máximo para não deixar faltar esses materiais. Sabemos da importância do nosso seguimento nesse momento tão difícil. Nosso compromisso é ajudar- não deixar faltar material e salvar vidas”.

O responsável pela área de compras de uma empresa  médico-hospitalar, Bruno Jorge, diz que muitos clientes estão comprando produtos em quantidade e já observam as prateleiras vazias. “Estamos trabalhando com reposição de alguns itens como máscaras e oximetro que lamentavelmente o valor de custo sofreu alta de 60% nos nossos fornecedores”. Ele assegura que o mercado não deva sofrer escassez dos produtos mesmo considerando o crescimento na procura em relação ao primeiro pico da pandemia no Estado. 

Alta demanda 

Desde o ano passado, no início da pandemia, a distribuidora Ultrafar observou o aumento da procura dos EPIs, tanto na área hospitalar e clínicas, que já era o foco de vendas, como para o cliente comum.  A empresa trabalha com todos os produtos de proteção Individual: máscara, luvas, toucas, aventais, sapatilha propé, protetor facial, oxímetro, termômetro, Álcool em gel e em líquido, além de medicamentos. 

O diretor da empresa, Diego Willians de Andrade, diz que a demanda por produtos voltados à proteção da doença aumentou cerca de 500%. “Pessoas comuns passaram a utilizar esses produtos para se prevenir. As máscaras de uso hospitalar atingiram uma marca incalculável porque é uma população grande. O uso obrigatório do item engrandeceu esse movimento”. 

De acordo com o Diego, os preços subiram bastante até porque o mercado não conseguiu em curto prazo atender a atual demanda . “Não esperávamos  que chegaríamos a tais volumes. Não entrava no cálculo de uma curva de produção. Considerando que são produtos de uso hospitalar. Então você tem uma cadeia de produção voltada para essa restrição. Quando tem um aumento disso voltado a população em geral você não consegue mensurar e os preços subiram absurdamente. A longo prazo, pós-covid, vamos dar uma estabilizada e eu estimo uma oferta muito grande. Até porque muitas empresas vêem esse mercado como uma oportunidade, mas eu acredito que a longo prazo isso não se torne sustentável”. 

A empresa vende para consumidor final e para as redes de distribuição. Segundo Diego Wilhians de Andrade, por meio de uma portaria, a Anvisa determinou que diversas empresas pudessem comprar insumos e materiais  hospitalares da China e outros países para que o mercado desse conta e conseguisse abastecer essa cadeia no âmbito do mercado local.

Ele destaca ainda que em relação a venda de medicamentos existe uma restrição. “Muitas pessoas procuram comprar produtos para doação , mas nós não podemos entregar anestésico,  tarja preta ou medicamento que é restrito a utilização em hospitais e precisa de um profissional para administrar. Esses remédios controlados  em mãos erradas podem fazer um mal muito pior. A gente vende para consumidor final, mas desde que tenha esse cuidado. Não podemos vender para essas pessoas via CPF o que nós estamos fazendo é emitindo  a nota fiscal de doação para os hospitais informados sendo entregues para as essas unidades hospitalares”. 

A Farmacêutica e Consultora de vendas da empresa, Laiana Xavier, reforça que o valor de custo subiu bastante, seja devido a falta da matéria-prima e devido o aumento de novos clientes e demandas. “Muitos fabricantes aumentaram os custos dos produtos, o que envolve também a logística para que chegue essa mercadoria até nossa região, e tudo isso reflete no valor final dos produtos. Um exemplo são as luvas de procedimentos, onde muitas fábricas fecharam, o que congestionou a demanda para as que ainda estão no mercado”. 

Exemplos de aumento de custos, referente a março de 2020, início da pandemia para hoje:

Luvas de procedimentos: Era 25,80 hoje sai no custo final para o cliente em média 89,00.

Máscara tripla descartável: Era R$6,90 o pacote, hoje varia em torno de R$46 a R$49 reais.

Na mesma esteira 

A busca por oxímetro, aparelho utilizado para medir o nível de oxigênio no sangue, também acontece em algumas farmácias da capital. Nesses estabelecimentos a saga pelo aparelho  aumentou em mais 60%.  “O que a gente tem observado são pessoas querendo comprar o equipamento. Em menos de um mês vendemos todos os aparelhos que tínhamos disponíveis, pouco mais de 90 aparelhos”, diz a consultora de vendas Elen Dias ao ressaltar que o oxímetro antes demandado por profissionais de saúde tem feito parte da população comprar o produto. Ela diz que o produto, no momento, esgotado no local, estava em média  R$150.

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