Alimentos ganham delivery no país

As empresas de delivery nunca viveram um momento tão bom. Com menos pessoas saindo de casa por causa da pandemia de coronavírus, aumentou a procura por entregas de todo tipo: refeições, alimentos para pets, remédios. Gigantes do setor de transporte por aplicativo, como Uber, 99 e Cabify, correm para adaptar suas plataformas ao novo contexto. 

Companhias menores do setor também se beneficiam. A brasileira Raízs, que faz entregas de vegetais orgânicos para consumidores e empresas, viu sua demanda saltar cinco vezes desde o começo da crise causada pelo covid-19 no país. A empresa precisou dobrar as contratações na equipe operacional para poder atender a todos os clientes no prazo.

Fundada pelo empreendedor Tomás Abrahão, a Raízs usa tecnologia para conectar o pequeno produtor rural diretamente com o consumidor final. Com cerca de 12 mil clientes ativos por mês, a empresa faturou 5 milhões de reais em 2019, em um crescimento de mais de 200% em relação ao ano anterior. 

Como funciona

A Raízs trabalha com uma base de 800 pequenos agricultores certificados em sua plataforma, que disponibilizam diariamente frutas, verduras, legumes, ovos e produtos não perecíveis para os clientes. Por enquanto, as entregas só são feitas na grande São Paulo, já que a maior parte dos produtores está a 50 quilômetros da cidade.

Para os clientes, há dois modelos de compra. Pelo site da empresa, o consumidor pode montar um pedido avulso com os mais de 3.000 itens disponibilizados pelos produtores ou optar pela assinatura de cestas sortidas, entregues periodicamente com o volume de itens desejados. 

As assinaturas podem ser personalizadas para serem entregues no dia que for mais conveniente ao cliente. No caso das compras avulsas, elas podem chegar na casa do consumidor em até 24 horas se o pedido for realizado antes das 11h da manhã. 

A Raízs se encarrega de coordenar os pedidos e fazer a gestão logística — o delivery da empresa funciona todos os dias da semana, exceto aos domingos. Os produtores e as cooperativas seguem trabalhando de forma independente e os veículos utilitários que realizam a entrega são de parceiros.  

De acordo com Abrahão, mais de 50% dos pedidos na plataforma atualmente vem do modelo de assinatura. Em média, uma cesta semanal para uma família de quatro pessoas custa 85 reais. “Vem sempre coisas diferentes da estação, a pessoa não precisa se preocupar em ir ao supermercado”, diz o fundador e presidente da startup.

Desde 2019, a Raízs também vende para outras empresas. O modelo corporativo foi criado para atender uma procura dos estabelecimentos por produtos orgânicos certificados, que pudessem ser rastreados até o produtor. Mais de 50 restaurantes paulistanos já são clientes, como Le Manjue, Sesc e Casa de Francisca, mas a demanda ainda é menor que no modelo voltado para o consumidor final.

Fonte: Redação

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