Alimentação fora de casa se torna hábito

Cada vez mais os trabalhadores estão deixando de se alimentar em casa para consumir na rua. Segundo pesquisa divulgada recentemente pela Aberc (Associação Brasileira das Empresas de Refeições), os brasileiros têm gastado –em média– 30% da renda mensal com refeições. Os números confirmam: o faturamento do setor passou de R$ 10,9 bilhões em 2010 para R$ 13 bilhões em 2011.
De acordo com o presidente da associação, Marco Aurélio Crescente, já são mais de 1,5 milhão de bares e restaurantes no país. Na capital amazonense, são mais de 2 mil pontos comerciais que trabalham no setor de alimentação. “Os brasileiros passam cada vez mais tempo fora de casa e a opção é procurar esses estabelecimentos diariamente”, explica o representante.
Além dos estabelecimentos que vêm aderindo às refeições executivas para atender a esta demanda, oferecendo opções práticas, como comida por quilo ou self service, há empresas que preferem investir em estruturas próprias de alimentação, como restaurantes, lanchonetes e cafés. “Empresas de médio e grande porte abrem suas portas também para esse mercado”, adianta.
Estudo desenvolvido pela Aberc mostra um crescimento de 16,15% em 2011 em relação a 2010, quando o faturamento anual foi de R$ 10,9 bilhões. Foram 10,5 milhões de refeições servidas diariamente ao longo de 2011, representando um total 11,2% superior ao de unidades distribuídas por dia em 2010, que ficou em 9,4 milhões.
Baseado nos índices anteriores, Crescente aposta em um aumento de 10% ao ano para a próxima década. “A tendência é que o trabalhador passe cada vez mais tempo fora de casa e consuma mais nos restaurantes e lanchonetes”, comenta.

Economia

O empresário Sávio Nascimento é dono de um restaurante no centro de Manaus e garante que o número de circulação aumentou nos últimos 12 meses. “Conseguimos acompanhar as mudanças na quantidade de pedidos que recebemos diariamente”, diz. Para atrair novos clientes, Nascimento lançou um cardápio com pratos executivos. “Nem sempre é vantagem para o cliente usar a balança ou fazer um pedido que sirva mais de uma pessoa”. Os preços variam de R$ 7,90 a R$ 18,90.
A dentista Monique Alencar de Carvalho se divide entre três empregos e almoça todos os dias em restaurantes localizados próximos ao trabalho. “Saio de casa às 7h da manhã e só retorno depois das 8h da noite. Já tentei levar as refeições de casa, mas não deu certo”, diz. Para economizar, Monique Carvalho se programa para gastar até R$ 100 por semana.
O assessor econômico da Fecomercio/AM, José Fernando Pereira da Silva, destaca: “O problema da maioria dos trabalhadores que utilizam o serviço de restaurantes é que tratam as refeições como um lazer e acabam gastando mais do que deveriam”, explica. O ideal é unir bom preço e qualidade. “No máximo, tirar um dos dias da semana para caprichar no prato e na sobremesa”, o especialista dá a dica.

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