Aliados avisam que cortes devem piorar tensão no Congresso

Ontem os ministros José Múcio Monteiro e Paulo Bernardo receberam do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR)

Com o diagnóstico pronto sobre a situação da base aliada no Congresso depois do anúncio das medidas que buscam compensar a perda de arrecadação causada pelo fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o presidente Luiz Inácio vai reunir a coordenação política quinta-feira. A idéia é traçar a estratégia a ser implementada pelo governo para garantir a execução das medidas e a aprovação do texto do Orçamento Geral da União.

Antes, os assessores diretos de Lula receberam mensagens dos aliados de que o governo deverá evitar cortes de emendas parlamentares na tentativa de impedir o acirramento do clima no Senado e na Câmara. Ontem os ministros José Múcio Monteiro e Paulo Bernardo receberam do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), um recado enviado por vários integrantes da base aliada. Deputados e senadores prevêem deterioração nas relações com o Congresso caso a equipe econômica resolva cortar emendas parlamentares de bancada e também individuais.

Apesar de os eventuais cortes terem de ser discutidos pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, a possível recomendação do governo pesará sobre a posição assumida pelos partidos. Amanhã, Múcio deverá fazer uma nova rodada de reuniões com Bernardo e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).

Na quinta-feira, Lula faz a reunião de coordenação -que inclui o vice-presidente, José Alencar, e os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz Dulci, José Múcio, Paulo Bernardo e um representante do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que está em férias.

Nomeações

Durante a reunião, segundo interlocutores, Jucá teria dito a Bernardo e Múcio que o descontentamento da base aliada aumentou também em decorrência da demora na nomeação de cargos para presidências e diretorias em várias estatais.

Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve jantar com o comando do PMDB. Os peemedebistas apelarão para que Lula nomeie logo o senador Edison Lobão (PMDB-MA) para o Ministério de Minas e Energia. A nomeação seria uma demanda a menos para o governo.

Na conversa de hoje, interlocutores de aliados afirmaram que Múcio disse ser necessário recompor a base de sustentação do Planalto para garantir a execução das medidas compensatórias, que inclui a elevação das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), além do corte de R$ 20 bilhões do Orçamento.

Aliada às medidas, o governo quer também conseguir aprovar o texto do Orçamento Geral da União de 2008. O PSDB avisou que pretende obstruir a votações da MP (medida provisória) que aumenta a alíquota da CSLL, enquanto os democratas ameaçam dificultar a votação da proposta orçamentária.

Recém-chegado de um recesso prolongado, Múcio passou o dia conversando com deputados e senadores, além dos presidentes e líderes dos 14 partidos que apóiam o governo. Ainda hoje, deve se reunir com Lula para fazer um diagnóstico sobre a situação no Congresso.

Nova reunião deve acontecer hoje

Apesar de os eventuais cortes terem de ser discutidos pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, a possível recomendação do governo pesará sobre a posição assumida pelos partidos. Hoje, Múcio deverá fazer uma nova rodada de reuniões com Bernardo e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).

Na quinta-feira, Lula faz a reunião de coordenação -que inclui o vice-presidente, José Alencar, e os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz Dulci, José Múcio, Paulo Bernardo e um representante do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que está em férias. Durante a reunião, segundo interlocutores, Jucá teria dito a Bernardo e Múcio que o descontentamento da base aliada aumentou também em decorrência da demora na nomeação de cargos para presidências e diretorias em várias estatais.

Na quarta-feira, o presidente Lula deve jantar com o comando do PMDB. Os peemedebistas apelarão pa-ra que Lula nomeie logo o senador Edison Lobão

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