Aleam homenageia ex-presidentes da ACA

Dirigentes da Associação Comercial tem reconhecimento dos deputados estaduais

Tanair Maria
[email protected]

Ao completar 144 anos a ACA (Associação Comercial do Amazonas) segue fazendo história em defesa dos interesses do Amazonas. Homenageada, ontem, na Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), a pioneira entidade de classe retribuiu referenciando seus dez últimos ex-presidentes, em vida, sugerida pelo seu presidente Ismael Bicharra Filho. De acordo com o eterno presidente da Casa do Povo, e atual presidente do TCE-AM (Tribunal de Contas do Estado do Amazonas), Josué Filho, está é uma homenagem “justa e oportuna, no momento em que o comércio tenta se reaquecer”.
O primeiro homenageado foi o empresário Mário Guerreiro, seguido do também empresário e visionário Phelippe Daou, Carlos Garcia de Souza, Jorge Loureiro, José Azevedo, José Teixeira Lopes, José Lopes da Silva, Belmiro Vianez Filho, Douglas Arnaud, Gaitano Antonaccio e o atual presidente Ismael Bicharra Filho também recebeu o certificado de reconhecimento. “A nossa entidade foi homenageada e ao mesmo tempo homenageamos os dez ex-presidentes que muito fizeram por esta casa, pela economia e pela área social de nosso Estado”, destacou Bicharra.
A Sessão Especial da Aleam, de autoria do deputado Adjuto Afonso (PP), se dá pelos relevantes serviços prestados à sociedade e ao comércio. A solenidade foi realizada no Plenário Ruy Araújo, no final da manhã de terça-feira (23). “Na realidade é reconhecer o trabalho dessas pessoas que contribuem para o desenvolvimento do Estado do Amazonas. Hoje a ACA fomenta mais de 500 mil empregos, portanto é uma fatia muito grande do Comércio, e esta Casa tem o dever de reconhecer este trabalho, nós que representamos o povo do Amazonas”, frisou o deputado.
Segundo Afonso nesses 144 anos vários presidentes passaram sempre com a boa fama de administrar contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento do Estado do Amazonas, antes e durante a criação da ZFM (Zona Franca de Manaus). “Contribuiu no período áureo da borracha, essas pessoas que dirigiram já tinham aquela convicção que era necessária contribuir para o desenvolvimento do Estado. Eu vejo que hoje grandes empresas do comércio, como a Bemol, a TV Lar, todas empresas familiares, que não se renderam às grandes empresas do Sul do país, estão aqui contribuindo, gerando emprego e receita para o nosso Estado. Portanto participando da nossa economia”, reconheceu.
Os deputados em unanimidade renderam homenagem a ACA, torcendo para que essa entidade de classe continue com seu dinamismo, com sua percepção de desenvolvimento voltada para o Amazonas e sua população, garantindo e estimulando a geração de emprego e renda. “Em um momento de crise como esse o comércio mais uma vez, com a sua experiência e determinação, faz com que possamos driblar a crise. Muitas vezes a indústria apela logo para as demissões, como nós vemos, e o comércio não, vai mantendo por acreditar na empresa familiar que investe em seus colaboradores, por isso a demissão é muito pouca no comércio, já diferente da indústria e de outros setores, até mesmo de serviço, como nós sabemos,” concluiu o deputado Adjuto Afonso.
O presidente do TCE-AM, Josué Filho, considera justa a homenagem à pioneira Associação Comercial amazonense. Em um breve pronunciamento exclusivo para o Jornal do Commercio, o eterno presidente da Aleam enaltece de forma singular a homenagem de mais um aniversário da entidade de classe. “Justa e oportuna, no momento em que o comércio tenta se reaquecer assim como o rio que cai cria energia. Também é uma mensagem de gratidão e de lembrança com saudade dessas figuras imortais do comendador J.G.Araújo, outros grandes nomes como, por exemplo, Isaac Benayon Sabbá e todos aqueles que antecederam”, disse.
Josué Filho também citou Emílio Vaz de Oliveira, passando por Phellipe Daou, Ambrósio Assayag, Mário Guerreiro, Edgar Monteiro de Paula, o atual presidente da ACA, Ismael Bicharra e seu antecessor Gaitano Antonaccio. “É interessante se olharmos o comércio, que é 100% raiz cabocla.
Desde o comércio inicial dos produtos regionais até a ponta da linha dos produtos de informática de hoje sempre o comércio diz presente ao Amazonas. E hoje a Assembleia diz presente à Associação Comercial”, completou.
Representando o governador José Melo, o secretário da Seplancti (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação), Thomaz Nogueira, saudou a todos os presentes e ratificou a importância da Associação Comercial em momentos de crise econômica no Estado e no país. “Mostrando a sua capacidade de realização, de superação das dificuldades, de resiliência. Porque isso remete a algo absolutamente fundamental da história da Associação Comercial, que é a inserção desta instituição no próprio desenvolvimento do Estado do Amazonas”, declarou.
Segundo Nogueira, o exemplo para sair dessa crise econômica e institucional vem da ACA, que possui a expertise de passar pelo ciclo da borracha e agora pelo ciclo da Zona Franca de Manaus. Para ele a saída está na diversificação de atividades produtivas pertinentes ao Amazonas. “Diversificação é a saída para a crise econômica do Estado”, afirmou em seu discurso.

ACA é criada no auge da borracha

No final do século 19 foi criada a ACA (Associação Comercial do Amazonas) no auge do ciclo da borracha, fim do período imperial do Brasil. Naquela época a jovem província de Manaus se aproximava dos 20 anos de existência, com cerca de 17 mil habitantes. Nesse contexto histórico a “Capital dos Trópicos” conquista notoriedade como o “Centro do Sertão Amazônico”, onde florescia o comércio em apoio à produção da borracha concentrada no interior do Amazonas.
De acordo com o presidente da ACA, Ismael Bicharra, desde sua fundação em 18 de junho de 1871 a entidade de classe reconhecida como órgão pioneiro do empresariado amazonense, exerce sua função primordial de reivindicar e incentivar a economia, em benefício do comércio, da indústria e de todas as atividades que gerem desenvolvimento para o Estado do Amazonas.
“Nada se fazia nesse Estado sem passar pela Associação Comercial, que foi até o Ministério da Indústria e Comércio, que foi até a Presidência resolver o problema da castanha, o problema da borracha. Em nenhum momento se ouve falar de governador, ou deputado, ou da assembleia, se fala na Associação Comercial”, reconheceu.
Fizeram parte da primeira diretoria, o político, comerciante e militar ilustre, José Coelho de Miranda Leão, celebrado na história como vencedor dos cabanos e como primeiro presidente da Associação; Antônio Augusto Alves era o secretário e José Joaquim Pinto de França, o tesoureiro.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Anúncio

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Siga-nos

Notícias Recentes

JC Play

Podcast

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email