Álbum de músico local faz sucesso na Europa

Lançado no mês de fevereiro para 32 países, com distribuição pelo iTunes, o álbum digital “Guitarreiro”, do multi instrumentista, arranjador e produtor musical amazonense Rosivaldo Cordeiro, já está se destacando em alguns países, sobretudo na Europa.
Trazendo uma proposta inovadora para a música pop instrumental na Amazônia, o trabalho, contendo 12 faixas, é uma das apostas do selo independente Cendi Music.
“O álbum é artística e documentalmente muito importante, por isso tem grande potencial de penetração em outros mercados”, avalia o coprodutor do trabalho, Marco Bosco, diretor da Cendi Music e um dos grandes nomes da música brasileira no exterior.
Já Rosivaldo Cordeiro destaca que a grande novidade de “Guitarreiro” fica por conta da leitura word music dada à histórica ‘guitarrada’, surgida nos anos 60 com Mestre Vieira, no Pará (a partir da fusão de ritmos como maxixe, carimbó e choro), e que, nos anos seguintes, se espalhou por todo o Norte, sofrendo influência direta de estilos caribenhos como cúmbia, merengue e zouk.
“Mais tarde, essa mistura deu origem à lambada, que nos anos 80 e 90 ganhou não só o Brasil como o mundo todo”, frisa Rosivaldo lembrando que um dos responsáveis por esse sucesso foi o músico Manoel Cordeiro, que agora lhe honra com a produção musical do novo álbum.
“O Manoel é um ícone na história da guitarrada, e ninguém melhor que ele para me conduzir nesse resgate”, destaca.
O músico conta ainda que, para fazer o trabalho, ele e Manoel Cordeiro foram beber direto na fonte, ou seja, ‘viajaram’ por toda uma geração de guitarreiros amazônidas, que consagraram a técnica marcada pelo swing. Entre eles estão Oseas da Guitarra, Teixeira de Manaus, André Amazonas, Magalhães da Guitarra, Nonato do Cavaquinho, Beto Barbosa, Beto Douglas, Kzan Nery e Márcia Freire.
“São sete faixas instrumentais e outras cinco cantadas, mas em todas a grande protagonista é a guitarra”, frisa o músico que, pela primeira vez, está mostrando também o seu lado intérprete em algumas canções. “Não uso o canto como foco da obra, mas como expressão divertida nas lambadas, carimbós e um regaton que integram o álbum”, completa.

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