Alagação e falta d’água afetam varejo

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Crise estrutural em áreas comerciais prejudica empreendimentos e gera debate por soluções

A chuva da última quinta-feira (25) em Manaus além de esfriar o já fraco movimento das lojas no Centro da capital, serviu de alerta para futuros fenômenos meteorológicos. Ainda sem mensurar os prejuízos causados pela rápida e intensa chuva, lojistas e feirantes do centro comercial e histórico tiveram mercadorias avariadas e muito transtorno no fim da tarde. Em outro extremo da cidade, a falta de água também está sendo responsável pelos prejuízos no comércio. Um acidente em estação do Proama (Programa Água para Manaus) ocorrido no dia 24 deixou 33 bairros das zonas Leste e Norte sem água em Manaus.

Lojistas prejudicados
A chuva fez cair ainda mais a baixa movimentação que já preocupava entidades comerciais da capital. Sem ter dados exatos de danos ao patrimônio e prejuízo de vendas, a ACA (Associação Comercial do Amazonas) espera o fim do mês para averiguar os danos, mas já planejando ações junto a prefeitura e governo que venham sanar futuras alagações. Para o presidente da ACA, Ismael Bicharra o trabalho conjunto deve ser iniciado o quanto antes. “Estima-se um prejuízo de 10 a 15% nas vendas daquele horário, poderia ter sido pior se fosse mais cedo. Trabalhamos incansavelmente com o poder público municipal e estadual para evitar que algo assim aconteça de novo, as barricadas já estão sendo erguidas”, ressalta Bicharra.
Para o presidente da FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas), Ezra Benzion é necessário uma maior mobilização dos lojistas da área. Para Benzion estes deveriam buscar soluções junto a prefeitura e Estado, através das entidades comerciais como FCDL e ACA. “Quando o lojista não procura melhorias, acaba absorvendo os prejuízos sozinho. Sabemos dos riscos daquela região e devemos estar unidos, todos somos responsáveis,” disse Benzion.

Centro alagado
A forte chuva desta quinta-feira (25), apesar da pouca duração, em muito lembrou a grande cheia de 2012, quando feirantes da Manaus Moderna, no Centro, precisaram se instalar em uma feira provisória, devido à cheia do rio Negro. Na época, alguns feirantes se queixaram de queda de quase 100% na movimentação. A rapidez com que as águas tomaram o centro, só não causou maiores estragos por conta do horário, contou o presidente do Sindifeiras (Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus), David Lima. “A Manaus Moderna por pouco não foi ao fundo. Tivemos sorte pelo horário em que a chuva caiu já ser de fraco movimento. Se houvesse caído pela manhã, os transtornos seriam bem maiores e possivelmente não teríamos tempo de retirar as mercadorias”, explicou.
Mesmo com administradores da prefeitura fixos na feira, os trabalhos acabaram nas mãos dos feirantes e da comissão gestora da feira que precisou pagar trabalhadores para ficarem além do horário ajudando na limpeza da feira. “Temendo possíveis novas alagações já estamos providenciando barricadas para conter a água. Mas o maior serviço tem que vir da prefeitura, como desobstrução de bueiros e coleta de lixo”, resume Lima.

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