Aguardando o determinismo histórico (Parte 6)

Anunciado no texto anterior, ora diremos do rol de filósofos brasileiros, já ali adiantados Rebeca Fukes e Leandro Karnal, juntamente com parte de seus referenciais, restando então Viviane Mosé; Luiz Felipe Pondé; Marilene Chauí; Márcia Tiburi; Mario Sérgio Costella; Djanira Ribeiro; Silvio Gallo; Miguel Reale; e Leandro Konder, que referenciaremos nos moldes daqueloutros.

Assim, Viviane Mosé, natural de Vitoria (ES) – 16.Jan.64 – uma festejada poetisa, filósofa, psicóloga, psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas. Em 2005/06, montou no Fantástico o quadro “Ser ou Não Ser”, com temas de filosofia para uma linguagem cotidiana.

Como tese de doutorado, em 2005, “Nietzsche e a grande política da linguagem” publicada pela editora Civilização Brasileira. Após, em 2009, autora do livro “A Resistência Tapuia na Capitania do Espírito Santo”, publicado pelo Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Em 1991/92, foi professora da Universidade Federal do Espírito Santo e da Faculdade de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória. E como poetisa, em 1997, publicou “Rio, Toda Palavra”; em 2001, “Pensamento Chão”. Mais outros trabalhos do gênero, sendo que é dela a frase “Quem acumula conteúdo não pensa. Pensar exige vazio!”

Contornando a ordem disposta acima, passemos então para Mário Sergio Costella. Natural de Londrina (PR), nascido em 05.mar.54, filósofo, escritor, educador, palestrante, e professor universitário, Bacharel em Jornalismo, pela Faculdade Cásper Libero, de São Paulo (1985) e em Direito pela Universidade de São Paulo (1986), Especialista em Direito Constitucional (1988) e em Sociologia do Direito (1989) pela Université Pantheon-Assas de Paris (1950), e Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2002). No ano de 2020 criou a podcast Inédita pamonha, em parceria com a revista Inspire-C. 

Autor de incontáveis publicações, tais como, entre trinta outras, a saber “A Constituição Desejada” (1990); “Comunicação na Polis” (2004); “Ética na Comunicação”2008); “A Monja e o Professor” (2018); “A Felicidade é Inútil” (2019); “Tesão de Viver” (2020). Ademais, com especial destaque, os livros “Por que Fazemos o Que Fazemos?” Composto de vinte capítulos, abordando questões como a importância de ter uma vida com propósito; a motivação em tempos difíceis; os valores e a lealdade – a si e ao seu emprego.

Trata-se de um manual a todos que tem uma carreira mas se vive questionando sobre o presente e o futuro. É igualmente autor de “Não Nascemos Prontos!”, “Não se Desespere!” e “Não Espere pelo Epitáfio”, sempre com provocações filosóficas, onde na primeira publicação apanha-se o resumo no estilo que alcança também as demais.

Inspiração que nos desafia a aprender sempre, olhando o mundo e a nós mesmos sob uma nova perspectiva. O autor procura mostrar que quando estamos insatisfeitos, somos capazes de inovar, mudar e nos construir aos poucos, visto que o grande desafio humano é não se satisfazer com as coisas como estão, pois quem assume tal compromisso constrói uma existência significativa e gratificante. 

Na sequência, Luiz Felipe Pondé, na verdade Luiz Felipe de Cerqueira e Silva Pondé, natural de Recife(PE), nascido 29/abr/59, filósofo, doutor em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo, e com pós-doutorado pela Universidade de Tel Aviv, em Israel. Entre outras obras escreveu o “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia e Marketing Existencial”.

Ademais, é colunista semanal da Folha de São Paulo. Dedicou sua tese de doutorado, mais tarde transformada em livro, sobre a antropologia de Blaise Pascal, o filósofo francês, bem como o “jansenismo” e “agostianismo”, a que Pascal seguia, sendo marcantes em sua visão de mundo. 

Articulista sempre aguardado nos jornais, nos moldes acima anotados, desta vez pela Gazeta do Povo, igualmente ali presente colhendo a mesma consagração, voltou-se a um assunto de dolorosa relevância, ou seja a contaminação geral em curso, dizendo-o que o coração da pandemia é cego e silencioso como o Universo, em que numa época banhada pela tragédia como a nossa, muito é dito, com razão, sobre virtudes e vícios. Coragem, covardia, disciplina, prudência e descaso aparecem no horizonte como um discurso comum e justificado. (Continua). 

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