9 de maio de 2021

Aguardando o determinismo histórico (Parte 5)

Ao cabo da abordagem já cumprida nos textos imediatamente anteriores desta série, sobre alguns Filósofos da Antiguidade, digam-se os pré-socráticos compondo o primeiro período da filosofia grega cujas teorias foram desenvolvidas do século VII ao V a.C., antecedendo a Sócrates, após, o elenco contemporâneo de filósofos brasileiros, remarcando que a filosofia então prendia-se, bem se sabe, apenas a dizeres dos gregos e romanos. É fato, não? É, sim!

Diremos dos nossos estudiosos hodiernos urdindo a busca de severas questões básicas do homem, da vida e do universo, o que se mostra a meio-caminho de um sistema individual de valores e princípios que regem a conduta. A propósito, como se colhe da mídia. A conferir. 

São apenas onze os nossos filósofos. E não se tem na espécie tradição marcante, nos moldes pré-socráticos. Que pena (snif!). Mas ainda assim colhe-se que os nossos assinam valiosas reflexões, nos seus livros e artigos científicos, assim popularizando a filosofia e a si mesmos, eclodindo o tema quando da divulgação de consagradas palestras pontuais. É isso aí!

Cabe a seguir, de posse da pajela, ou pagela (sei lá!) com os nomes dos notáveis, temos a visita de uma notoriedade em estudos da cultura, a Doutora Rebeca Fukes, graduada em letras pela Universidade Católica do Rio de Janeiro (2010); Mestra em Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013), e Doutora em Estudos da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa (2018).          

Sucede, fazendo valer o esforço erudito alcançado, projetou-se no meio a bordo de inúmeras manifestações do gênero, de onde se pinça a valiosa análise de uma das incontáveis obras de Clarice Lispector que desta vez debruçou-se sobre 10 textos, os mais marcantes. Citemos os títulos: “A Identidade”; “O Indizível”; “O Ato de Escrever”; “A Falsa Simplicidade da Escrita”; “As Dúvidas e Hesitações”; “O Livre-Arbítrio”; “A Felicidade”; “O Destino”; “O Pecado”.  

Diga-se do tema, que o Determinismo acabou por cair nas graças do vulgo, ali apelidado de predestinação, ou feitiçaria, envolto em crendices, conferindo nuance sobrenatural a certos eventos, misticismo mesmo, como punições de todo o gênero, pragas, maldições, num acerto de contas alinhavado no além, eis que chegada a hora determinada de pagar pelos malefícios cometidos, o que historicamente atende por determinismo (sem trocadilho). E, se não for léso, que vá receber passes pra fechar o corpo em algum terreiro porreta, bem antigo, do tempo do onça, incorporando os santos na Baixa do Sapateiro, em Salvador. Haja grana! Sei não, tem que pular um muro pai d’égua. Então entrar na Marcha da Família Com Deus Pela Liberdade, ou buscar os pastores! É mais barato. Dá p’ra encarar? Vai por mim!

Agora, o filósofo Leandro Karnal, natural de São Leopoldo (RS), formado pela Universidade de São Paulo. É historiador, palestrante, professor e autor de mais de 20 livros, cujas vendas já ultrapassaram a marca de 1 milhão de exemplares, que são “O Dilema do Porco Espinho”; “O Inferno Somos Nós”; “Viver a Que se Destina?”. É coautor de “Felicidade Modo de Usar”; “Crer ou Não Crer”. E vídeos, como “O Mundo Pós-Pandemia”; “CNN Nosso Mundo”. Estudioso, caracteriza-se – mesmo negando – pelos rótulos de intelectual e celebridade. Alia bom humor e isenção política, e é como brilha. Graduado pela Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), de São Paulo. Também ostenta consagradas frases de sua autoria, dispostas em diversas fontes notórias. Além de cronista, um festejado frasista, para não dizer apenas um notável pensador contemporâneo. A seguir, nos próximos textos, outros filósofos. (Continua). 

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