Aguardando o determinismo histórico – (Parte 11/12)

Continuando os informes sobre Leandro Konder, como anunciado no capítulo logo anterior desta estação de escritos semanais (Parte 10/12), segue-se o aqui se busca dilucidar, partido daquele consagrado filósofo: “a sociedade, modernizada, precisa de organização e eficiência. Então, para obter um emprego, para conseguir uma promoção, fazer carreira, é preciso exibir qualidades, ostentar êxitos. Curriculum; depende-se dessa peça de literatura que lembra as antigas epopeias, porque nelas o protagonista – o herói – só enfrenta as dificuldades para poder acumular vitórias, tanto que os obstáculos servem apenas para realçar seu valor. O passado, ademais, é reconstruído a partir de uma ótica descaradamente “triunfalista.” Logo, trata-se de uma imagem que não reflete a realidade. Em sua acentuada maioria, no terreno dos fatos, os seres humanos não são campeões invictos, não são heróis ou semideuses.” 

Sustenta ainda “se nos examinarmos com suficiente rigor e bastante franqueza, não poderemos deixar de constatar que somos todos marcados por graves derrotas e amargas frustrações. Vivemos uma vida precária e finita; nossas funções são limitadas. O medo e a insegurança nos frequentam; e nada disso aparece no curriculum vitae de cada um de nós.” Ufa! Após frases suas, outras ditas a respeito de sua pessoa. Ademais, vejamos, “a filosofia é um terreno de resistência que se pergunta não para que serve uma determinada teoria, mas qual a sua verdade”. E, assegura-se, “muito mais que um internacionalista, Leandro Konder é um dos poucos marxistas que advogam de maneira rasa, o fim da História e a morte do Marxismo.”

Concluindo este apanhado, autor e analista de obras; tais “Sobre o amor”; “Memórias de um intelectual comunista”; “Em torno de Marx”; “O capital para crianças”, aborda o centenário de Karl Marx, em 2018, e tem o intuito de levar as ideias políticas aos menores, citando a luta dos trabalhadores, tudo explicado à maneira acessível e divertida. E outras passagens: “O que são as Classes Sociais?”; “A Ditadura é Assim”; “A Democracia pode ser assim”; “Frida Kahlo: para meninas e meninos”; “As Mulheres e os Homens”; “Che Guevara para Meninas e Meninos”; “Foi assim que eu e a escuridão ficamos amigos”; “Amoras” – (Emicida).

Na sequência desta crônica temos Djamila Tais Ribeiro dos Santos, paulista, nascida em Santos em 1º/Ago/80. É uma filósofa feminista, negra, escritora e acadêmica brasileira, pesquisadora e mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo. Indica a formação Reitoria da UNIFESP-Universidade Federal de São Paulo (2015). Recebeu o prêmio Jabuti de Ciências Humanas. Autora de “Lugar de Fala” (2017); “Pequeno Manual Antirracista” (2019); “Chronique sur le féminisme noir” (2019); “Petit Manual Antirraciste et féminist” (2020); “Quem tem medo do Feminismo Negro?” (2018); “Racismo Cultural”; “Feminismo e Política – Uma Introdução”; “La place de la parole noire: Essai féministe” (2020); “Il luago dela parade” (2020); “O que é racismo recreativo?” (2018); “Revista Observatório Itaú Cultural nº21” (2020). 

Essa erudita filósofa, tornou-se um nome especialmente notável quando se fala de ativismo negro no Brasil, isso sob uma natureza singela, com presença ativa nas redes sociais, contando com mais de 800 seguidores, somente no instagram. Dada como filósofa pop, já que alguns de seus feitos englobam presença em diversos meios de comunicações populares, como no programa saia justa, do GNT, e até em sessões de entrevistas conduzidas por ela no Canal Futura. Ademais, em 2016, foi nomeada Secretária Adjunta de Direitos Humanos da cidade de São Paulo. (Continua, com o próximo fim da série, em 12/12).

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