15 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

“…a maioria dos ribeirinhos permanece na miséria…”, afirma coordenador de projetos da FAS

Essa frase que está no site de O GLOBO confirma o que venho sempre dizendo no meu blog e nas minhas colunas do JC.

Confirma também o que disse o IBGE em 2018, ou seja, que tem metade da população na miséria no Amazonas. Essa matéria é do dia 1º de maio, onde a “repórter viajou a convite da FAS (Fundação Amazônia Sustentável)“. A matéria fala em “transformar o extrativismo em atividades sustentáveis com geração de emprego e renda” e que…os 33 bilhões para a bioeconomia ainda estão fora do alcance de comunidades ribeirinhas...”. Diante desse quadro, dito por quem está na ponta, é que precisamos rever tudo que foi feito no passado, onde os recursos foram aplicados, pois de nada adiantou, “...a miséria permanece aos ribeirinhos...”, segundo o coordenador de projetos da FAS (Fundação Amazônia Sustentável). Em 2009, o governo do PT criou a PGPMBio (geração de renda ao extrativista). Recomendo que peçam da Conab quanto foi aplicado no Amazonas nos 57% de áreas já preservadas no Estado. Quanto foi aplicado e quantos foram beneficiados? Se você observar a matéria não tem qualquer menção a valores de comercialização do açaí e de outros. As “vidas transformadas” só quando quem preservou a floresta for bem remunerado pela sua atividade e for incluído nos instrumentos públicos. Jamais com um bolsa floresta de R$ 50 por longos anos. Observo que todas as matérias são sempre jogando pro “futuro” a geração de renda para quem defende a floresta. Quem tem remuneração pode esperar, e quem não tem? A PGPMbio já tem 13 anos de existência, o PAA 20 anos, e os 30% do PNAE também 13 anos. Tá claro que os recursos recebidos para manter a floresta em pé não foram na direção da geração de renda.

Felizmente o governador Wilson Lima me ouviu, e deu ordens ao Sistema Sepror para trazer o Garantia Safra ao Amazonas. Isso sim é gerar renda ao ribeirinho. Aliás, Garantia Safra que defendia há anos, mas nenhum ex-governador me ouviu, nenhuma ONG apoiou, apenas contei com o apoio da Faea (maior apoiadora), Fetagri e OCB. E do meu amigo Luiz Castro, ex-deputado, que também apoiou. O Garantia Safra já é uma realidade na calha do Juruá depois de 20 anos. Novos recursos têm que ir direto no CPF do defensor da floresta, sem intermediário. O governo federal já sabe quem são, o Estado também, todo dinheiro é pra pagar direto na conta para sacar na agência da Caixa. É assim que preserva a floresta e o homem, sem intermediário. As afirmativas nesta matéria estão claras. Abaixo, link da matéria de O GLOBO. Importante a matéria para ser debatida na Aleam e Conselhos.https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/empreendedores-ribeirinhos-tem-vidas-transformadas-por-meio-da-venda-de-acai-producao-de-farinha-25496440

Comentário de LEITOR

“…Éhhh Thomas, ONGs… 33 bilhões (tem mais), de fato, permanecem na miséria, pena que esses valores passam longe, e sendo assim vão continuar mesmo na miséria. enquanto esses bilhões forem apenas números para os que vivem na floresta… na maioria da vezes nem sabe o que são esses bilhões. Gostei da sua última frase…Novos recursos tem que ir direto no CPF do defensor da floresta, sem intermediário. O governo federal já sabe quem são, o estado também, todo dinheiro é pra pagar direto na conta para sacar na agência da CAIXA. É assim que preserva a floresta e o homem, sem intermediário. As afirmativas nesta matéria estão claras…” Nestor Neto.

10.05.2022

Thomaz Antonio Perez da Silva Meirelles, servidor público federal aposentado, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected] 

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