Agricultores familiares debatem otimização do setor no Amazonas

Mais de 700 produtores rurais estiveram presentes ontem, na abertura do 1º Encontro de Agricultores Familiares do Estado do Amazonas. Para quem esperava um início de evento com discursos políticos de representantes de órgãos ligados ao setor no Estado, a primeira manhã do encontro foi marcada pela assinatura de acordos de cooperação e anúncio de uma série de ações práticas de apoio ao setor.
Um dos maiores anseios dos produtores, a redução da burocracia no licenciamento ambiental e legalização fundiária foi contemplada com a assinatura de dois termos de cooperação técnica entre a Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural) e os institutos de Proteção Ambiental (Ipaam) e de Terras do Amazonas (Iteam), para oferecer estes serviços nos 66 escritórios do Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas) espalhados pelo interior.
“O produtor rural agora vai ter ali, perto dele, em um escritório do Idam, as condições para resolver dois grandes problemas que são inclusive exigências dos órgãos de fomento para liberação de recursos –a licença ambiental e a titularidade da terra”, explicou o secretário da Sepror, Eron Bezerra.

Entre os anúncios de ações concretas feitos na abertura do evento, além dos termos de cooperação entre Sepror, Ipaam e Iteam, o representante do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), Argileu Silva, confirmou a liberação de mais de R$ 2 milhões do governo federal para melhorar a infra-estrutura dos escritórios do Idam e ampliar o serviço de extensão rural no Amazonas. “Até porque a extensão é fundamental para garantir a boa aplicação do crédito que é liberado e que pretendemos também ampliar”, disse Silva.
O representante do MDA também destacou que a intenção do ministério é capacitar o produtor para dominar cada vez mais as tecnologias do setor, começando pela auto-suficiência na produção de sementes. “Nossa meta é de que, nas próximas duas safras, algo em torno de dois anos, os produtores amazonenses sejam capazes de produzir a própria semente, se libertando da dependência de fornecedores de fora”, explicou Argileu Silva.
Durante a abertura também foi apresentado o plano para a construção de uma Central de Análise de Sanidade Agropecuária e uma Central de Classificação de Produtos Vegetais.

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