Agência eleva cotação do Brasil para investimentos

A agência de classificação de risco Moody’s anunciou ontem que elevou o “rating” (nota de risco de crédito) da dívida soberana brasileira de “Baa3” para “Baa2”, com perspectiva positiva.
Pelos critérios da Moody’s, o Brasil já é considerado um país “grau de investimento”, isto é, mais seguro para investidores e a mudança de nota não altera esse “status”. A perspectiva positiva significa que, para uma próxima revisão, há maiores chances de que o “rating” do país melhore novamente.
Em seu relatório, a equipe de analistas da Moody’s justifica a melhora da “nota” brasileira citando o “desejo de parte do governo em reverter políticas expansionistas e adotar um viés mais conservador, que aparenta ser mais consistente com uma trajetória de crescimento sustentável”.
Os especialistas também apontam a expectativa de que a relação dívida pública sobre PIB mantenha uma tendência declinante. Essa relação é uma medida consagrada entre analistas para averiguar a “saúde financeira” de um país, isto é, sua capacidade de saldar seus compromissos financeiros.
Alguns dos países da Europa mais problemáticos “devem” mais de 100% de seu PIB, a exemplo da Itália. No Brasil, essa relação está abaixo de 50%.
Por outro lado, a Moody’s aponta como riscos “o rápido crescimento do crédito” com “pressões inflacionárias crescentes” bem “sinais de superaquecimento [da economia]”.

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a melhor classificação de risco indica a “robustez” da economia brasileira. “Foi uma coincidência porque eu estava falando disso com a presidenta e a coordenação, mostrando que a economia brasileira começou o ano fazendo um ajuste para desacelerar um pouco enquanto outros países estão tentando acelerar e hoje a economia brasileira já está crescendo a uma velocidade de cruzeiro de 4,5% ao ano”, disse. Segundo o ministro, a presidenta Dilma demonstrou satisfação com a avaliação da Moody’s.

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