Aftosa na Inglaterra não atinge Brasil

A descoberta de um foco de aftosa na Inglaterra não deverá influenciar as exportações de carne brasileira. Para o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura), o surgimento dessa área de contágio servirá apenas para fixar as novas regras da OIE (Organização Internacional da Saúde Animal).
“Não consideramos que haverá nenhuma alteração. É uma questão isolada que a Inglaterra já está resolvendo”, afirmou o ministro. Ele lembrou ainda que desde 1990 o Brasil não compra carne ou material genético da Inglaterra.
As novas regras a que o ministro se referiu foram definidas em maio e estipulam que em caso de contágio por aftosa, será isolada uma área de três quilômetros no entorno do foco mais outros três quilômetros com vigilância reforçada para que a doença não se espalhe. O resto da região será liberado.
A norma evita, por exemplo, que um Estado inteiro fique proibido de exportar carne caso uma única propriedade seja contaminada, como aconteceu no Mato Grosso do Sul.
O Ministério da Agricultura espera que em setembro, sob as novas regras, a OIE acabe com o embargo imposto ao Mato Grosso do Sul. “A Rússia tem uma importância fundamental como mercado para nós. É o maior importador individual.”
A Rússia oficializou que voltará a comprar carne de sete estabelecimentos brasileiros. Um produz suínos no Rio Grande do Sul. Outros três são de carne de frango e os demais de carne bovina. Está prevista ainda a liberação de outras três plantas exportadoras brasileiras.
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta gado bovino, búfalos, caprinos, ovinos, cervídeos, suínos e outros animais que possuem cascos fendidos não afeta equídeos (cavalos, asnos, mulas), sendo que os seres humanos raramente são infectados pelo vírus. O animal afetado apresenta uma febre alta, que diminui após dois a três dias, e ferimentos (vesículas) nas mucosas e pele.
A febre aftosa não representa impacto direto na saúde pública. Comer carne contaminada pela doença praticamente não traz risco nenhum à saúde humana, segundo o SIC (Serviço de Informação da Carne), mas sem tratamento (vacina) leva animais à morte.

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